RIO TESTA NOVO TIPO DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL

Vivemos tempos de avaliação (melhor dizendo: de provas). Parece que o trabalho com os alunos se realiza em função de provas internas e externas à escola. Essa situação é preocupante. Mais um tipo de prova se anuncia: agora é a vez da avaliação de competências não cognitivas, no Rio de Janeiro. A atuação de psicólogos está invadindo o espaço escolar. Quais serão as consequências disso?

VALOR ECONÔMICO
08/08/2013 – 00:00
Rio testa novo tipo de avaliação educacional
Por Luciano Máximo

“A primeira avaliação educacional de larga escala para medir o impacto de competências não cognitivas no processo de aprendizagem na escola será aplicada no mês que vem pela primeira vez no Brasil – e no mundo – para 55 mil alunos da rede pública do Rio de Janeiro. A prova, piloto, tem como objetivo levantar dados de características comportamentais dos alunos, como disciplina/responsabilidade, sociabilidade, estabilidade emocional, cooperação, abertura a novas experiências, e cruzá-los com informações de outros mecanismos mais tradicionais de aferição da qualidade da educação (Ideb, Enem, Pisa). Os resultados servirão para orientar políticas públicas do setor no país e no exterior.
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LIÇÃO DE CASA: TEMA ABANDONADO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Benigna Maria de Freitas Villas Boas
A Prefeitura de São Paulo pretende desenvolver em 2014 Programa de Reorganização Curricular e Administrativa, Ampliação e Fortalecimento da sua rede municipal de ensino. Para tanto apresenta em seu site documento para consulta pública. Uma das estratégias apontadas para que o aluno “corrija seu processo de aprendizagem” é a lição de casa.

No livro Dever de casa e avaliação, escrito por Enílvia Rocha Morato Soares e por mim, publicado neste ano pela Editora Junqueira & Marin, apresentamos resultados de uma pesquisa realizada em uma escola da rede pública do DF. Chamou-nos a atenção o depoimento da professora colaboradora da investigação:
“Eu nunca tinha parado pra pensar nisso… sério mesmo. Pra que a gente manda tarefa de casa? Que hábito é esse que a escola adquiriu? Quem inventou isso? Será que não é mais uma forma de punir as crianças? De cobrar das crianças… às vezes até de tirar um pouco da responsabilidade, da tua responsabilidade enquanto professora, né? São coisas que eu comecei a pensar”. Read more →

PRÁTICA PEDAGÓGICA E AVALIAÇÃO FORMATIVA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Erisevelton Silva Lima
Doutor em educação pela UnB e membro do grupo de pesquisa GEPA

Não podemos ignorar os apelos dos professores que atuam nos anos finais do ensino fundamental e nas turmas do ensino médio ao se queixarem do quantitativo de estudantes por turma. Não por acaso, o número de turmas que assumem revela a força da lógica da escola seriada que data de 300 anos e que, ainda, é o modelo gerencial (preferido) adotado pelos sistemas de ensino para supostamente melhor organizar os tempos e espaços de aprendizagens na escola. Não são raras as vezes em que diante da possibilidade de alguma proposta ou projeto que afete o cotidiano desses professores, as resistências e algumas descrenças se tornam bastante presentes. Aqui pretendo levantar algumas reflexões sobre a avaliação e a organização do trabalho pedagógico para a sala de aula. Como organizar os tempos e espaços para desenvolvimento do currículo? Como avaliar? Em que momento promover esta organização? Read more →

LIVRO DEVER DE CASA E AVALIAÇÃO

A editora Junqueira & Marin coloca à disposição dos interessados o livro Dever de casa e avaliação, de autoria de Enílvia Rocha Morato Soares e Benigna Maria de Freitas Villas Boas. O livro apresenta o seguinte sumário:
Prefácio, pela professora Dra. Ilma Passos Alencastro Veiga.
Introdução: um dever de casa instigante
Capítulo 1: Abrindo caminho para a pesquisa
Capítulo 2: Dever de casa: ontem e hoje
Capítulo 3: Dever de casa – a serviço da avaliação classificatória ou da formativa?
Capítulo 4: Dever de casa – a visão da escola.
Capítulo 5: Os estudantes e o dever de casa – “a gente tem mais é que ser feliz”.
Capítulo 6: Dever de casa – a compreensão dos pais/responsáveis.
Capítulo 7 – Dever de casa – o entendimento da professora.
Considerações finais: inquietações sobre o dever de casa.
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22
Aug 2013
AUTHOR Villas Boas
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APÓS 21 ANOS, ALUNOS DE SP TERÃO LIÇÃO DE CASA, NOTA E BOLETIM

Karina Yamamoto
Do UOL, em São Paulo
15/08/201302h00 > Atualizada 15/08/201311h43

O prefeito Fernando Haddad (PT) e o secretário de Educação César Callegari (PSB) apresentam, na manhã desta quinta-feira (15), um novo programa para a rede municipal de ensino. Chamado “Mais Educação São Paulo”, o pacote de iniciativas faz clara referência ao programa de ensino integral do governo federal criado por Haddad enquanto ministro.
As escolas públicas municipais terão um novo regimento geral que mudará a rotina dos estudantes e professores: provas a cada dois meses (bimestrais), lição de casa, notas de 0 a 10 e boletim que poderá ser consultado pelos pais na internet.
Progressão continuada existe há 21 anos na rede municipal de São Paulo. Read more →

15
Aug 2013
AUTHOR Villas Boas
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A BATALHA SOBRE OS CICLOS CONTINUA: QUEM SÃO OS PERDEDORES?

A BATALHA SOBRE OS CICLOS CONTINUA: QUEM SÃO OS PERDEDORES?
Benigna Maria de Freitas Villas Boas

Mais um capítulo dessa batalha é narrado na reportagem a seguir. O mais preocupante é a incompreensão sobre ciclos e, principalmente, sobre a avaliação, revelada em todos os episódios e depoimentos. Observe-se a manifestação ao final da reportagem: “Ou para agora – e evita prejuízos maiores – ou a coisa pode piorar. No caso dos ciclos, é só avisar que os alunos podem reprovar (sic) no fim do ano”. O entrevistado quer dizer que a interrupção da organização da escolaridade em ciclos pode ser feita simplesmente “avisando” que a “reprovação” continuará. Neste depoimento fica bem claro o entendimento de que o que diferencia os ciclos do regime seriado é a “reprovação”. Enquanto perdurar essa compreensão, a organização do trabalho da escola não avançará. Read more →

14
Aug 2013
AUTHOR Villas Boas
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PROGRAMA RESIDÊNCIA EDUCACIONAL EM SÃO PAULO

PROGRAMA RESIDÊNCIA EDUCACIONAL EM SÃO PAULO

13/08/13
Estagiários do Residência Educacional começam atividades em mil escolas estaduais
Os jovens fazem parte de um modelo inédito de estágio, inspirado na residência médica
SAIBA MAIS
A partir dessa semana, a primeira turma de universitários selecionados pelo programa Residência Educacional começa a atuar nas escolas estaduais de São Paulo. Os jovens fazem parte de um modelo inédito de estágio, inspirado na residência médica. Read more →

POR QUE O MINISTÉRIO PÚBLICO E O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DF INSISTEM EM IMPEDIR A CONTINUIDADE DA ORGANIZAÇÃO DA ESCOLARIDADE EM CICLOS NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO DF?

POR QUE O MINISTÉRIO PÚBLICO E O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DF INSISTEM EM IMPEDIR A CONTINUIDADE DA ORGANIZAÇÃO DA ESCOLARIDADE EM CICLOS NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO DF?

Benigna Maria de Freitas Villas Boas
Por decisão judicial está suspensa, desde fevereiro deste ano, a continuidade da organização curricular por ciclos, para o ensino fundamental. Desde 2005 é desenvolvido em escolas da rede pública o Bloco Inicial de Alfabetização (BIA), outra designação para ciclo. Read more →

RIO TESTA NOVO TIPO DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL

MAIS PROVAS A CAMINHO. TESTES TÊM OCUPADO GRANDE PARTE DO TEMPO ESCOLAR PORQUE, ALÉM DO TEMPO PARA SUA APLICAÇÃO, A TENDÊNCIA TEM SIDO OS ESTUDANTES SEREM PREPARADOS PARA NELES SE SAÍREM BEM.

“Valor Econômico

08/08/2013 – 00:00

Rio testa novo tipo de avaliação educacional

Por Luciano Máximo

Ana Paula Paiva/Valor / Ana Paula Paiva/Valor

Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, diz que o Japão adota estímulos a habilidades não cognitivas na pré-escola

A primeira avaliação educacional de larga escala para medir o impacto de competências não cognitivas no processo de aprendizagem na escola será aplicada no mês que vem pela primeira vez no Brasil – e no mundo – para 55 mil alunos da rede pública do Rio de Janeiro. A prova, piloto, tem como objetivo levantar dados de características comportamentais dos alunos, como disciplina/responsabilidade, sociabilidade, estabilidade emocional, cooperação, abertura a novas experiências, e cruzá-los com informações de outros mecanismos mais tradicionais de aferição da qualidade da educação (Ideb, Enem, Pisa). Os resultados servirão para orientar políticas públicas do setor no país e no exterior. Read more →

EDUCAÇÃO DE MÁ QUALIDADE EXPULSA ALUNO

EDUCAÇÃO DE MÁ QUALIDADE EXPULSA ALUNO
Benigna Maria de Freitas Villas Boas

Importante ler a reportagem abaixo. Ter escolas e nelas matricular os alunos não resolvem o problema da educação. O IDHM é um índice numérico que não mede a qualidade do trabalho da escola. Como o texto afirma, em seu final, o IDHM mostra que a “universalização do ensino e a melhoria de renda não são suficientes para manter o aluno na escola na idade certa para cada série”. É preciso ter escolas de qualidade. Além disso, acrescento, os professores precisam ser formados para atender as necessidades de cada contexto educacional. Os cursos que os formam estão defasados e não contam com professores que conhecem o trabalho da educação básica. Muitos deles estiveram em escolas desse nível como alunos. Como poderão contribuir para a formação dos professores que nossas escolas requerem? Ainda estamos longe disso.
Benigna Villas Boas

“Análise: Educação de má qualidade expulsa estudantes e cria defasagem
Folha de São Paulo, 30/08/2013

O crescimento de 128,3% nos índices de educação foram insuficientes para o Brasil conseguir um bom resultado no IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) divulgado ontem.
Foram justamente os resultados de educação que puxaram o índice para baixo. Read more →

05
Aug 2013
AUTHOR Villas Boas
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