NOSSA CURVA É OUTRA

Luiz Carlos de Freitas
Texto publicado no blog Avaliação Educacional – Blog do Freitas, em 27/12/2013
Publicado neste blog com autorização do autor

A relação pobreza/mau desempenho é bastante conhecida e investigada ao redor do mundo. Em geral, os pesquisadores concordam em que elas são variáveis associadas. Em geral, novamente, mau desempenho acompanha a pobreza e vice-versa. Dito de outra forma, quanto maior é a pobreza, maior é a probabilidade de insucesso escolar.

Os reformadores empresariais reconhecem isso. Mas… pensam que a escola pode suplantar a pobreza com a sua ação eficaz. Daí sua ênfase na figura do professor como aquele que vai ajudar a superar a condição da criança. Baseiam-se em experiências exitosas isoladas as quais elevam à categoria de comprovação de sua tese.

Os reformadores empresariais são por excelência, liberais. Qualquer um que estudou esta proposta social sabe que ela propõe que todos tenham apenas igualdade de oportunidades. Não pode ir além disso. Não está em seu ideário a igualdade de resultados – nem mesmo acadêmicos, quanto mais econômico-sociais. A palavra chave da ideologia liberal chama-se: esforço pessoal. Isso conduziria ao sucesso. Transliterado para a ação da escola, professores deveriam ser bons estimuladores e motivadores de seus estudantes para que eles, apoiados em esforço pessoal, fossem então bem sucedidos. Claro: como as pessoas não são iguais, também os resultados não seriam iguais. Mas… tiveram oportunidade. Continue lendo “NOSSA CURVA É OUTRA”

 

O GEPA DESEJA QUE 2014 PROPORCIONE PAZ, SAÚDE E GRANDES REALIZAÇÕES

“Ao pensar sobre o dever que tenho, como professor, de respeitar a dignidade do educando, sua autonomia, sua identidade em processo, devo pensar também, como já salientei, em como ter uma prática educativa em que aquele respeito, que sei dever ao educando, se realize em lugar de ser negado. Isto exige de mim uma reflexão crítica permanente sobre minha prática através da qual vou fazendo a avaliação do meu próprio fazer com os educandos. O ideal é que, cedo ou tarde, se invente uma forma pela qual os educandos possam participar da avaliação. É que o trabalho de professor é o trabalho do professor com os alunos e não do professor consigo mesmo” (Paulo Freire, Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, Editora Paz e Terra, 1998, p. 71).

O GEPA deseja aos que acompanham este blog que o ano de 2014 lhes proporcione paz, saúde e grandes realizações.

 

O MINOTAURO E O CONSELHO DE CLASSE: REFLEXÕES !!!

O MINOTAURO E O CONSELHO DE CLASSE: REFLEXÕES!!!
Erisevelton Silva Lima
Doutor em Educação pela Universidade de Brasília-UnB

Procuramos publicar textos, artigos, memórias e relatos que sejam veículos de alguma ação positiva, exitosa ou algo do gênero. No caso do Conselho de Classe tem sido recorrente, especialmente nesta época do ano, em que se encerram as atividades pedagógicas, o clamor de professores, gestores, demais profissionais da educação que atuam na escola, pais e estudantes por mudanças e redirecionamentos neste espaço sério e de confluência dos diferentes níveis da avaliação (para aprendizagem, do trabalho pedagógico escolar e em larga escala), e dos seus efeitos. Abaixo, listamos relatos que sintetizam muitos outros sobre reuniões do Conselho de Classe, colhidos por e-mail, telefonemas e em contato com os diferentes atores que compõem a comunidade escolar: Continue lendo “O MINOTAURO E O CONSELHO DE CLASSE: REFLEXÕES !!!”

 

A NOVA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLOS PARA AS APRENDIZAGENS: ALGUMAS REFLEXÕES

Maria Susley Pereira

Com a aprovação unânime pelo Conselho de Educação do Distrito Federal e com a publicação da Portaria Nº 285 de 05 de dezembro de 2013, a educação no DF avança por meio da reorganização de sua estrutura nos primeiros anos da escolaridade. Esta nova organização baseia-se na intenção de acautelar as situações de exclusão, possibilitando que a permanência dos alunos na escola seja sustentada por um ensino que favoreça as aprendizagens de todos. Isso nos leva a refletir sobre questões que são importantes e até determinantes para se concretizar essa intenção. Vale, primeiramente, lembramos que já tivemos no Distrito Federal outras experiências com reorganização da escolaridade que intencionavam uma escola em ciclos: Fases e Etapas, Ciclo Básico de Alfabetização, Escola Candanga e, desde 2005, o Bloco Inicial de Alfabetização. Aprendemos com essas experiências e, cada uma com suas especificidades teóricas, epistemológicas, políticas e históricas, foi significativa para que hoje o DF pudesse vislumbrar a constituição de um sistema educacional democrático, não excludente e não seletivo.
No entanto, é preciso termos clareza de que uma escola estruturada na perspectiva de ciclos possui uma natureza complexa, não somente no que diz respeito à sua concepção, mas especialmente por exigir transformações na avaliação das aprendizagens, no sistema de ascensão dos alunos, no currículo, na didática, na organização social e física da escola e na formação permanente e continuada de todos os envolvidos no processo educativo. Sem deixar de mencionar a relevância que se impõe sobre a gestão – no âmbito macro (de sistema) e no âmbito da escola – para que a nova configuração não se reverta em “instável, frágil e marginal no sistema educacional” (MARTINS, 1997). Continue lendo “A NOVA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLOS PARA AS APRENDIZAGENS: ALGUMAS REFLEXÕES”

 

PORTARIA Nº 285, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2013

PORTARIA Nº 285, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2013
Diário Oficial do DF, Seção 01, 09/12/2013

O SECRETÁRIO DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 172, inciso XXVII do Regimento Interno desta Pasta, aprovado pelo Decreto 31.195, de 21 de dezembro de 2009, e tendo em vista o disposto no Parecer nº 225/2013-CEDF, de 26 de novembro de 2013, do Conselho de Educação do Distrito Federal, aprovado em Sessão Plenária de igual data, e, ainda, o que consta no Processo nº 084.000596/2013, RESOLVE:

Art. 1º Aprovar o Projeto de Organização Escolar em Ciclos para as Aprendizagens na Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos iniciais, com implantação gradativa e por adesão das instituições educacionais, na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Continue lendo “PORTARIA Nº 285, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2013”

 

CARTA DE CAMPINAS

Reunidos no SEMINÁRIO DE AVALIAÇÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS ocor-rido entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011 na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP – os profissionais abaixo assinados vêm a público trazer suas preocupações com o presente momento educacional brasileiro, no tocante às políticas públicas de responsabilização, meritocracia e privati-zação em curso.

1. Faz parte do senso comum entender a avaliação como sinônimo de medida ou prova, tendo como função a classificação. Ainda não se construiu, no senso comum, a ideia de avaliação como um elemento que integra os processos de ensino e aprendizagem. As funções diagnóstica e formativa da avaliação educacional têm sido colocadas em segundo plano, especialmente nos últimos anos, a partir da grande valorização que se tem atribuído aos instrumentos de avaliação, por exemplo, a Prova Brasil e o ENEM – sem contar os inúmeros procedimentos de avaliação estaduais e municipais. Testes ou provas não são a avaliação de fato, mas apenas instrumentos para ela. Talvez essa distinção tão importante não tenha ficado clara para todos os setores da população interessados na questão educacional. Continue lendo “CARTA DE CAMPINAS”

 

ESCOLA PÚBLICA DE BOA QUALIDADE? SIM, É POSSÍVEL!!!

Erisevelton Silva Lima
Doutor em Educação pela Universidade de Brasília – UnB

Era tarde de terça-feira de dezembro e como tenho feito, regularmente, incluo entre as minhas tarefas na SEEDF visitar escolas, fazer palestras e conversar com meus pares, com estudantes, comunidade e demais profissionais da educação. Neste dia fui à escola para dialogar com todos os docentes dos anos finais do ensino fundamental que queriam compreender, debater e avaliar se iriam aderir ou não aos Ciclos para as Aprendizagens. Na sala dos professores estávamos todos, tarde quente do cerrado, cansaço em muitos rostos e o tempo que gritava por decisões e soluções. Foi agradável, discutimos desde os conceitos aos efeitos de outra organização do trabalho pedagógico. Visitamos os nomes mais ilustres da pedagogia, da didática, da sociologia da educação. Diante daquele grupo ratifiquei minhas impressões: os docentes querem fazer, eles estão dispostos a tentar, eles não desistem das lutas, contudo, precisam de orientações precisas, de projetos exequíveis e, sobretudo, de serem ouvidos. Continue lendo “ESCOLA PÚBLICA DE BOA QUALIDADE? SIM, É POSSÍVEL!!!”

 

SEDF CRIA SISTEMA PRÓPRIO DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL

SEDF cria sistema próprio de avaliação educacional e inicia testes em 2014
4 DE DEZEMBRO DE 2013 EM NOTÍCIAS

Iniciativa está sendo discutida com toda comunidade escolar para a construção da ferramenta. No próximo ano, turmas dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental e do 1º ano do Ensino Médio integrarão o projeto-piloto
A Secretaria de Educação do Distrito Federal realizou nesta quarta-feira (04), o 3º Debate de Avaliação do Desempenho Escolar do Estudante da Rede Pública de Ensino, com o tema “Avaliação Educacional: Limites e Possibilidades”. O evento aconteceu no auditório da Universidade Católica de Brasília, unidade da Asa Sul. O encontro teve o objetivo de discutir a construção de um sistema de avaliação educacional próprio do DF. Continue lendo “SEDF CRIA SISTEMA PRÓPRIO DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL”