O IDEB SOZINHO NÃO GARANTE BOA EDUCAÇÃO

Em entrevista à revista Nova Escola de outubro, Luiz Carlos de Freitas afirma que “precisamos inverter a lógica atual [do IDEB]. Estamos forçando as escolas a colocar toda a energia na produção da nota, como se um IDEB alto sozinho fosse sinônimo de boa educação.”

 

CICLOS E PROGRESSÃO CONTINUADA: DUAS PROPOSTAS DIFERENTES?

CICLOS E PROGRESSÃO CONTINUADA: DUAS PROPOSTAS DIFERENTES?

Benigna Maria de Freitas Villas Boas

Publicado em http://gepa-avaliaçãoeducacional.com.br, em 26/10/2014

Uma reportagem da revista Nova Escola de outubro de 2014 apresenta título interessante e provocativo: Para ensinar, não é necessário reprovar, reprovar e reprovar. O texto aborda a adoção dos ciclos nas diferentes unidades da federação e justifica sua necessidade, mas, como sempre acontece, deixa dúvidas quanto ao que chama de diferença entre ciclos e progressão continuada. Diz a reportagem: “É comum entender a progressão continuada como sinônimo dos ciclos de aprendizagem, já que as duas propostas costumam ser implantadas em conjunto pelas secretarias de educação. E é aí que reside o problema. Em alguns casos, o que recebe o nome de ciclos de aprendizagem nada mais é do que a reunião de algumas séries em grupos distintos, com aprovação automática entre elas. É importante, então, diferenciar as duas propostas: a progressão continuada sugere um processo educativo contínuo e se contrapõe às reprovações, enquanto os ciclos dizem respeito à maneira de organizar o ensino, contrapondo-se ao tradicional sistema seriado. Para que os ciclos funcionem, é preciso haver uma reestruturação completa do currículo escolar, fazendo com que os processos educativos atendam às demandas de aprendizagem dos alunos em cada etapa maior”. Continue lendo “CICLOS E PROGRESSÃO CONTINUADA: DUAS PROPOSTAS DIFERENTES?”

 

AVALIAÇÃO EM DEBATE II

Avaliação em debate II

Evento realizado pelo GEPA no dia 26/09/2014

Avaliação: um dos saberes indispensáveis ao desenvolvimento profissional docente

 

No dia 26 de setembro de 2014, na sala Papirus da FE/UnB, de 8h30 às 10h30, o Grupo de Pesquisa Avaliação e Organização do Trabalho Pedagógico – GEPA – promoveu o Avaliação em debate II, sobre o tema “Avaliação: um dos saberes indispensáveis ao desenvolvimento profissional docente”. Estiveram presentes 47 pessoas: professores e estudantes de graduação e pós-graduação da Faculdade de Educação da UnB; professores da Secretaria de Estado e Educação do DF; diretores e coordenadores pedagógicos de escolas da Secretaria de Estado e Educação do DF; professores dos vários campi do Instituto Federal de Educação de Brasília; professores de cursos de licenciatura de instituições particulares do DF; pedagoga com atuação na Escola de Formação de Magistrados; representantes de outros grupos de pesquisa; integrantes do GEPA. Continue lendo “AVALIAÇÃO EM DEBATE II”

 

O DEVER DE CASA FAVORECE O AVANÇO DAS APRENDIZAGENS?

O DEVER DE CASA FAVORECE O AVANÇO DAS APRENDIZAGENS?

Benigna Maria de Freitas Villas Boas

Publicado em http://gepa-avaliacaoeducacional.com.br

No livro que tem como título 50 Myths and lies that threaten America’s public schools: the real crisis in education (50 mitos e mentiras que ameaçam as escolas públicas americanas: a verdadeira crise na educação, organizado por David C. Berliner e Gene Glass, editora Teachers College, Columbia University, New York and London, 2014, um dos mitos apresentados e discutidos é o seguinte: “o dever de casa conduz ao avanço das aprendizagens”.

Por meio de tradução livre, exponho os argumentos dos autores. É importante destacar que eles desenvolvem suas ideias a partir do contexto social e educacional dos Estados Unidos. Continue lendo “O DEVER DE CASA FAVORECE O AVANÇO DAS APRENDIZAGENS?”

 

OS MAIS INTELIGENTES DO MUNDO: POR AMANDA RIPLEY

Os mais inteligentes do mundo: por Amanda Ripley

Publicado em 19/10/2014 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

Recebi o novo livro da jornalista investigativa da revista Time Amanda Ripley “As crianças mais inteligentes do mundo e como elas chagaram lá” traduzido pela Editora Três Estrelas no Brasil e publicado neste mês. O original da jornalista americana é de 2013. Como se vê, alguém já o traduziu, enquanto o excelente livro de Diane Ravitch “Reinado do Erro” aguarda interessados em traduzí-lo.

O release diz: “ impressionada com os resultados medíocres dos Estados Unidos no teste mundial do PISA (…) Ripley decidiu descobrir por que alguns países tinham obtido notas superiores às da nação mais rica do mundo.”

Em um ano, ela pesquisou, então, o sistema de ensino de três novas superpotências da educação – Finlândia, Polônia e Coreia do Sul. A autora não pretende ser conclusiva e apenas descreve seus encontros e observações, mas ao final não resiste e faz algumas recomendações, algumas até úteis. A questão é que não é ciência, é jornalismo investigativo. Continue lendo “OS MAIS INTELIGENTES DO MUNDO: POR AMANDA RIPLEY”

 

TURMAS MENORES FACILITAM O TRABALHO DO PROFESSOR? AUMENTAM AS POSSIBILIDADES DE CONQUISTA DAS APRENDIZAGENS PELOS ESTUDANTES?

TURMAS MENORES FACILITAM O TRABALHO DO PROFESSOR? AUMENTAM AS POSSIBILIDADES DE CONQUISTA DAS APRENDIZAGENS PELOS ESTUDANTES?

Benigna Maria de Freitas Villas Boas

Publicado em http://gepa-avaliacaoeducacional.com.br

No livro que tem como título 50 Myths and lies that threaten America’s public schools: the real crisis in education (50 mitos e mentiras que ameaçam as escolas públicas americanas: a verdadeira crise na educação, organizado por David C. Berliner e Gene Glass, editora Teachers College, Columbia University, New York and London, 2014, um dos mitos apresentados e discutidos é o seguinte: “o tamanho da turma não importa; a redução do seu tamanho não provoca mais aprendizagem”.

Os autores afirmam que os defensores de turmas menores entendem que elas contribuem para aumentar o desempenho dos estudantes e trazem desejáveis resultados adicionais e de longa duração; já os que são contra a redução do número de estudantes por turma afirmam que a sua manutenção é mais onerosa e que as pesquisas em seu favor são equivocadas. Essa discussão tem como pano de fundo a educação em escolas nos Estados Unidos. Continue lendo “TURMAS MENORES FACILITAM O TRABALHO DO PROFESSOR? AUMENTAM AS POSSIBILIDADES DE CONQUISTA DAS APRENDIZAGENS PELOS ESTUDANTES?”

 

50 MITOS E MENTIRAS QUE AMEAÇAM AS ESCOLAS PÚBLICAS AMERICANAS

50 MITOS E MENTIRAS QUE AMEAÇAM AS ESCOLAS PÚBLICAS AMERICANAS

Benigna Maria de Freitas Villas Boas

Publicado em http://gepa-avaliacaoeducacional.com.br

No livro que tem como título 50 Myths and lies that threaten America’s public schools: the real crisis in education (50 mitos e mentiras que ameaçam as escolas públicas americanas: a verdadeira crise na educação, organizado por David C. Berliner e Gene Glass, editora Teachers College, Columbia University, New York and London, 2014, um dos mitos apresentados e discutidos é o seguinte: “o pagamento por mérito é um bom meio de aumentar o desempenho do professor. Professores deveriam ser avaliados com base no desempenho dos estudantes. Premiar e punir escolas pelo desempenho dos seus estudantes constituem o meio de melhorar as escolas do nosso país”.

Por meio de tradução livre, exponho o mito acima. Continue lendo “50 MITOS E MENTIRAS QUE AMEAÇAM AS ESCOLAS PÚBLICAS AMERICANAS”

 

REPENSANDO O PERCURSO DA AVALIAÇÃO PARA AS APRENDIZAGENS

REPENSANDO O PERCURSO DA AVALIAÇÃO PARA AS APRENDIZAGENS

Benigna Maria de Freitas Villas Boas

Publicado em http://gepa-avaliacaoeducacional.com.br

 

Reorganizando meu escritório, encontrei o seguinte livro de 1967, segunda edição: A escola primária: princípios gerais; direção de classe, de autoria de John U. Michaelis e Enoch Dumas, publicado pela editora Ao Livro Técnico, do Rio de Janeiro. Trata-se de uma cuidadosa revisão da edição de 1953. Este livro foi dedicado por seus autores a “todos que têm um papel chave no preparo de professores para crianças”. No prefácio à edição brasileira a tradutora afirma que ele é “particularmente recomendável a professores e alunos de Teoria e Prática da Escola Primária em cursos de formação de professores de ensino normal, professores de Prática de Ensino em cursos normais, orientadores de professorandos, técnicos de educação primária, orientadores pedagógicos em geral e mesmo professorandos”. Também administradores escolares e professores já em regência de turma tirarão proveito de sua leitura para renovação e domínio de técnicas. Continue lendo “REPENSANDO O PERCURSO DA AVALIAÇÃO PARA AS APRENDIZAGENS”

 

FRAUDES ESTÃO FICANDO EVIDENTES

Fraudes estão ficando evidentes

Publicado em 04/10/2014 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

Redes de ensino, na corrida pelo melhor IDEB, estão pressionando seus professores a deixarem de dar o conteúdo de outras disciplinas que não sejam português e matemática e usar o tempo para fazer recuperação ou treinar seus estudantes em simulados de português e matemática. A ordem é direta, em alguns casos, dada por coordenadores pedagógicos aos professores.

Em uma delas, a nota que o aluno tira em português e matemática vale também para as demais disciplinas omitidas, e é simplesmente repetida. A fraude mereceria apuração pelo Ministério Público pelo grave dano ao direito de aprender das crianças e mostra como as políticas dos reformadores empresariais que, em tese, são propostas para garantir tal direito, terminam por roubá-lo quando implementadas nas escolas. Continue lendo “FRAUDES ESTÃO FICANDO EVIDENTES”

 

MESTRES DA SUPERAÇÃO: É O CASO DE RECEBEREM NOTAS?

MESTRES DA SUPERAÇÃO: É O CASO DE RECEBEREM NOTAS?

Benigna Maria de Freitas Villas Boas

Publicado em 04/10/2014

A reportagem de capa da Veja Brasília de 24 de setembro de 2014 traz o tema da semana: Mestres da superação – no difícil cenário da educação pública no DF, garimpamos histórias de professores que merecem nota 10. Os nomes de uma diretora e de uma escola mencionados no texto aqui no blog são fictícios.

Assim começa a reportagem: “Na cidade onde políticos corruptos escondem dinheiro desviado dos cofres públicos até em meias, uma professora conta os centavos para complementar o orçamento da instituição pública que dirige em (…). Eleonora separava pilhas de moedas em sua sala quando a reportagem de Veja Brasília chegou para visitar o colégio, no último dia 15. Os trocados sobre a mesa somaram módicos 250 reais. Era o saldo da venda de cremosinho (vitamina congelada) durante a feira de ciências no fim de semana. Está aqui a primeira parcela da cobertura para a quadra de esportes, calcula Eleonora”. Ela assumiu a direção da escola há 7 meses e “promoveu um milagre da multiplicação de boas práticas na comunidade escolar onde atua”. Ela buscou apoio financeiro de um grande empresário dono de um shopping vizinho da escola. Ele doou tinta para a pintura da fachada. Desde então os estudantes têm sido convidados para sessões de cinema no shopping, com direito a pipoca e refrigerante. A diretora conseguiu também outras doações, como: bancos de cimento, melhoria na quadra de esportes etc. A reportagem destaca que, na ficha da diretora, consta que seu último atestado médico data de 7 anos atrás, quando sua filha nasceu. Continue lendo “MESTRES DA SUPERAÇÃO: É O CASO DE RECEBEREM NOTAS?”