BNCC: entrevista na EPSJV

 

BNCC: entrevista na EPSJV

por Luiz Carlos de Freitas

A EPSJV entrevista Carlos Roberto Jamil Cury sobre a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio: “Era quase o apagar das luzes quando o governo Temer finalmente fechou um pacote de reformas na educação brasileira. Já estávamos em 4 de dezembro quando o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou a Base Nacional Comum Curricular do […]

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Luiz Carlos de Freitas | 11/01/2019 às 10:52 AM | Categorias: Assuntos gerais | URL: https://wp.me/p2YYSH-6JW

 

Projeto susta novas diretrizes curriculares do ensino médio

 

Novamente o ensino médio na berlinda

JC Notícias – 09/01/2019

Projeto susta novas diretrizes curriculares do ensino médio

O texto tramita na Câmara dos Deputados

O Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1094/18 susta novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do Ensino Médio. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

A Portaria 1.210/18 do Ministério da Educação (MEC), que a proposta quer acabar, homologou parecer da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, aprovadas em novembro de 2018.

O documento do MEC prevê, por exemplo, até 20% da carga horária do ensino médio possa ser feita na modalidade educação a distância (EaD), chegando a 30% no horário noturno. Para a Educação para Jovens e Adultos (EJA), o texto permite até 80% por EaD.

Ideologia de gênero
Segundo o deputado Diego Gacia (Pode-PR), autor do projeto, o documento do MEC prevê que as propostas pedagógicas para o ensino médio contemplem discussão de temas relativos a gênero, identidade de gênero e orientação sexual. “O termo gênero tem sido amplamente utilizado para desconstruir o significado do homem e da mulher”, disse. A teoria de gênero, de acordo com o deputado, não encontra respaldo científico e fere gravemente o direito sobre a educação moral dos pais sobre os filhos.

Garcia afirmou que o conteúdo é impróprio para estudantes do ensino médio e fere a Convenção Americana dos Direitos Humanos sobre o direito paterno de educar os filhos de acordo com suas próprias convicções.

Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para o Plenário.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

 

 

SBPC se manifesta frente à aprovação iminente da BNCC do Ensino Médio

JC Notícias – 03/12/2018

SBPC se manifesta frente à aprovação iminente da BNCC do Ensino Médio

Com o texto, a entidade reafirma suas reinvindicações junto ao CNE

A SBPC publica carta para manifestar sua preocupação com a iminente aprovação da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio (BNCC-EM), pelo Conselho Nacional de Educação, sem levar em consideração as principais críticas e sugestões que foram apresentadas pela SBPC e por outras entidades científicas. “Queremos com essa carta reafirmar nossas reinvindicações que apresentamos ao CNE”, afirma Eduardo Mortimer, conselheiro da SBPC e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“Não entendemos o açodamento do CNE em aprovar o texto num final de governo. Sabemos que o CNE sofre pressão, mas não entendemos essa pressa que vai impactar a reforma do Ensino Médio”, afirma. Mortimer lembra que no dia 28 de agosto a SBPC promoveu uma  reunião  em sua sede, que contou com a participação do presidente do CNE, de vários conselheiros do órgão e de 12 sociedades científicas, onde foram elencados alguns pontos importantes para a BNCC-EM. “E participamos ainda, em setembro (dia 14) de uma audiência pública para discutir o assunto, e lá entregamos o documento ‘A SBPC e a BNCC’. Deixamos claras as nossas sugestões”, comenta.

Mortimer explica que a SBPC considera que o CNE incorporou alguns pontos que haviam sido levantados nos documentos apresentados pela SBPC e pelas sociedades científicas, como, por exemplo, os relacionados à natureza das ciências experimentais, ligados à realização de investigações e ao uso da experimentação. “No entanto, a observância dos outros pontos é fundamental para garantir que a BNCC-EM cumpra seu papel de fornecer a base para o desenvolvimento de currículos de Ensino Médio compatíveis com as demandas da sociedade em relação à introdução da Física, Química e Biologia e ao desenvolvimento de Geografia, História, Filosofia e Sociologia”, ressalta.

Para o conselheiro da SBPC, a Reforma do Ensino Médio e a proposta da BNCC esconde debaixo do tapete o grande problema da carência de professores no ensino médio, principalmente nas áreas de física e química. “Uma vez que as escolas não são mais obrigadas a oferecer todos os itinerários, elas poderão simplesmente optar por não oferecer, por exemplo, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, o que ‘resolve’ o problema da falta de professores nessa área”, comenta. “A Reforma do Ensino Médio é excludente porque não obriga a escola a oferecer todos os percursos formativos. Isso é uma tragédia. A BNCC precisa ser reformulada, com ampla discussão”, defendeu. Outro problema que ele aponta é que quando se solapa disciplinas de uma base, torna-se impraticável criar interdisciplinaridade sem que haja conhecimentos disciplinares.

Mortimer criticou ainda a abordagem multidisciplinar sugerida no novo projeto. “A proposta do MEC está muito superficial e os professores não conseguem identificar o que eles têm de fazer. Não há menção a nenhuma competência exclusivamente disciplinar, na BNCC, tanto na área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias quanto na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas”, explicou. Segundo ele essa é uma questão muito importante. “No Brasil, todos os cursos de formação de professores estão separados disciplinarmente”, ressalta.

Mortimer também ressalta que outro problema reside no fato de as diretrizes relativas a 60% de toda a carga horária prevista pela Reforma estabelecerem como obrigatórios apenas os componentes Português e Matemática. Disciplinas como História, Geografia, Química, Física, Filosofia e Artes aparecem agrupadas em “áreas do conhecimento”, como Linguagens e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. “O texto estabelece de forma genérica itinerários formativos, mas não os conteúdos e práticas. Um ponto importante, e que pode gerar uma exclusão muito grande, é que as escolas não são obrigadas a oferecer todos os itinerários formativos”, afirma.

Leia a carta abaixo na íntegra: 

Manifestação da SBPC frente à aprovação iminente da BNCC-EM sem acatar as sugestões que foram apresentadas

A SBPC vem a público manifestar sua preocupação com a iminente aprovação da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio (BNCC-EM) pelo Conselho Nacional de Educação sem levar em consideração as principais críticas e sugestões que foram apresentadas pela SBPC e por outras entidades científicas, por ocasião da Audiência Pública realizada em Brasília em 14 de setembro de 2018. Além disso, o texto a ser aprovado não garante a oferta de todos os itinerários formativos, previstos na Reforma do Ensino Médio, aprovada em 2017, por todas as escolas ou, onde couber, por grupos distritais de escolas.

Há que se ressaltar que a SBPC tem procurado intervir no processo de elaboração da BNCC-EM, reivindicando ao MEC e ao CNE a realização de reuniões com a participação de sociedades científicas. Ao contrário do que ocorreu com o MEC, conseguíamos manter um bom diálogo com o CNE, como testemunha a reunião  que foi realizada na sede da SBPC e contou com a participação do presidente do CNE, de vários conselheiros do órgão e de 12 sociedades científicas, além da SBPC. Nessa reunião, várias propostas das sociedades científicas e da SBPC tiveram por objetivo realçar o caráter disciplinar de uma proposta curricular para o Ensino Médio, sugerindo a inclusão de diversos pontos que resultariam nesse enfoque disciplinar para a BNCC-EM. A SBPC defende a interdisciplinaridade, mas entende que esta deve ter por base uma sólida formação disciplinar.

Frente a essas constatações, nos parece inadequado que o CNE queira aprovar, no final do governo, uma proposta de base para o currículo nacional que recebeu críticas incisivas da SBPC e de outras sociedades científicas.

Tomamos conhecimento da última versão da BNCC-EM em 29/11/2018, juntamente com a notícia de sua aprovação iminente na próxima semana e constatamos que não houve mudanças substanciais que contemplassem pelo menos 3 dos 4 itens que arrolamos naquele documento, a saber:

1) Argumentávamos que “inexiste, na atual BNCC do Ensino Médio, qualquer detalhamento de cada um dos cinco itinerários formativos previstos na Lei no 13.415 da Reforma do Ensino Médio (REM). A grande novidade da REM – um ensino médio diversificado – não é detalhada no documento da BNCC, o que, por si só, justificaria a devolução do documento ao MEC.” Isso, no entanto, não foi contemplado na nova versão e se continua sem saber que competências e habilidades compõem cada um dos itinerários formativos propostos.

2) Questionávamos que “a abordagem multidisciplinar sugerida no novo projeto não se coaduna com a demanda por ensino disciplinar nessa etapa da escolarização e com a formação tradicionalmente disciplinar do professor do Ensino Médio.” Argumentávamos que “a idade na qual os jovens chegam ao EM é a mais propícia à introdução das disciplinas científicas, como a Química, a Física e a Biologia. Isso se dá em todo o mundo e querer instalar a interdisciplinaridade, sem um mínimo de base disciplinar, é um risco que o Brasil não deve assumir.” E que “é muito pouco em termos de um programa mínimo de Física, Química e Biologia. O conjunto é muito fraco.” No entanto, a nova versão da BNCC continua a não mencionar nenhuma competência disciplinar, tanto na área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias quanto na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

3) Questionávamos, ainda, que “as DCN/EB organizam a escolaridade em disciplinas também no Ensino Médio e que também dispomos de uma legislação própria para os cursos de licenciatura recentemente aprovada pelo Conselho Pleno do CNE (Resolução No 2/2015), não há razoabilidade que o MEC priorize apenas as disciplinas de Português e de Matemática, colocando em risco a formação científica das futuras gerações de brasileiros.” No entanto, a nova versão da BNCC-EM continua a considerar que apenas Português e Matemática são disciplinas obrigatórias.

A SBPC considera que o CNE incorporou alguns pontos que haviam sido levantados nos documentos apresentados pela SBPC e pelas sociedades científicas, por exemplo, os relacionados à natureza das ciências experimentais, ligados à realização de investigações e ao uso da experimentação. No entanto, a observância dos outros pontos é fundamental para garantir que a BNCC-EM cumpra seu papel de fornecer a base para o desenvolvimento de currículos de Ensino Médio compatíveis com as demandas da sociedade em relação à introdução da Física, Química e Biologia e ao desenvolvimento de Geografia, História, Filosofia e Sociologia.

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CNE aprova EAD no ensino médio

CNE aprova EAD no ensino médio

por Luiz Carlos de Freitas

O lobby privatista obteve grande vitória no Conselho Nacional de Educação ao propor e aprovar a introdução de Ensino à Distância na etapa do ensino médio. Foram aprovadas as novas diretrizes do ensino médio pelo Conselho Nacional de Educação. Dos 10 conselheiros presentes houve apenas um voto contra de Francisco Socares (por acreditar que o […]

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Luiz Carlos de Freitas | 08/11/2018 às 10:35 PM | Tags: Plataformas de aprendizagem on line, Reformadores empresariais, Terceirização | Categorias: Escolas Charters, Mendonça no Ministério, Privatização | URL: https://wp.me/p2YYSH-6Eb

 

A reforma do ensino médio como uma nova forma de exclusão

A reforma do ensino médio como uma nova forma de exclusão

Em seu blog, Luiz Carlos de Freitas publica, no dia 10/09/2017, texto com o título de “novo médio, nova exclusão”. Argumenta que

“o novo ensino médio é um passo decisivo na direção da implantação de uma nova forma de exclusão por dentro do próprio sistema educacional: os itinerários diferenciados cumprirão este papel de separar “o joio do trigo”. A exclusão por dentro é um “adiamento da eliminação” que ocorria nas formas anteriores de exclusão. Elas agora serão atualizadas para as novas funcionalidades do sistema social através de áreas de formação que antecipam, em alguns casos, a profissionalização”.

O autor considera que a educação básica é destinada à educação geral e não à antecipação da formação técnica e profissional. A ideia de que os estudantes poderão escolher seus itinerários formativos durante o ensino médio poderá causar muita frustração porque, para que isso ocorra, os sistemas de ensino e as escolas terão de contar com excelentes condições de trabalho e professores em número suficiente e muito bem formados. Quando isso será possível?

Para ler o texto inteiro clique aqui

https://avaliacaoeducacional.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POR QUE O JOVEM NÃO CONCLUI O ENSINO MÉDIO?

Carta Educação – 4/8/2016

Por que o jovem não conclui o Ensino Médio?

Pesquisa mostra que reprovações sistemáticas, necessidade de trabalhar, racismo e, até mesmo, machismo afastam jovens das salas de aula

Thais Paiva

4 de agosto de 2016

 

Omar Freire/ Imprensa MG

Pouco mais da metade (62%) dos jovens terminaram a etapa da Educação Básica

O número preocupa: 15 milhões de jovens entre 18 e 29 anos não concluíram o Ensino Médio no Brasil em 2014, segundo mostra um estudo inédito realizado pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária). De acordo com a pesquisa, pouco mais da metade (62%) dos jovens terminaram a etapa da Educação Básica. Uma estatística que alarma, mas que já foi pior – em 2005, o percentual ficava em torno de 46,8%. Continue lendo “POR QUE O JOVEM NÃO CONCLUI O ENSINO MÉDIO?”

 

RONDÔNIA: ENSINO MÉDIO “ON LINE”

Iniciativa preocupante. O ensino médio requer ações que o fortaleçam e levem em conta as necessidades de estudantes e professores

 

Rondônia: ensino médio “on line”

Publicado em 24/01/2016 por Luiz Carlos de Freitas

Em 2013, Deputada do PT propôs projeto para implantar ensino médio com mediação tecnológica em Rondônia. Neste ano de 2016, o programa terá início. A proposta é chamada de “ensino médio presencial com mediação tecnológica”, ou seja, os alunos têm que se dirigir até uma determinada sala de aula onde assistem às transmissões. Assistidas as aulas, eles podem fazer perguntas. Cada aluno tem direito a fazer três perguntas que serão encaminhadas à Secretaria de Educação para serem respondidas. Em 2013, quando era também Ministro da Educação, Mercadante andou por lá apoiando a iniciativa. Continue lendo “RONDÔNIA: ENSINO MÉDIO “ON LINE””

 

FALTA ACOLHIMENTO E AJUSTE DA ESCOLA AO ALUNO NO ENSINO MÉDIO

Jornal da Ciência, 18/07/2015

Falta acolhimento e ajuste da escola ao aluno no Ensino Médio, afirma Secretário de Educação Básica do MEC

Ensino Médio no Brasil foi tema de mesa redonda na Reunião Anual da SBPC na qual especialistas debateram sugestões para melhoria do sistema escolar

Que ensino médio queremos? Esta foi a pergunta-tema da mesa redonda que aconteceu na tarde de ontem (15/7) no Teatro Florestan Fernandes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), durante a 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A mesa reuniu o Secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Manuel Palácios da Cunha e Melo; José Fernandes de Lima, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE); e a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) Sandra Lucia Escovedo Selles.

“O Ensino Médio nunca foi uma unanimidade no Brasil e temos de enfrentar essa questão”, declarou o coordenador da mesa redonda, Carlos Roberto Jamil Cury, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que também participou das discussões. Continue lendo “FALTA ACOLHIMENTO E AJUSTE DA ESCOLA AO ALUNO NO ENSINO MÉDIO”

 

JOVENS FORA DA ESCOLA NO BRASIL

11/03/2015 13h09 – Atualizado em 11/03/2015 16h50

Cerca de 1,7 milhão de jovens estão fora da escola no Brasil, diz Unicef

Unicef divulgou os principais desafios do ensino médio no país. Violência, gravidez e trabalho precoce são os principais problemas.

Tábata Poline Do G1 MG

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11) em Belo Horizonte aponta os principais desafios para a educação do ensino médio no Brasil, onde cerca de 1,7 milhão de adolescentes de 15 a 17 anos ainda está fora da escola. A publicação foi elaborada pelo Observatório da Juventude da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

De acordo com o estudo, os principais fatores apontados pelos jovens para justificar o abandono dos estudos são violência familiar e no entorno da escola, gravidez precoce e trabalho. Fatores como organização e infraestrutura da escola, falta de diálogo entre alunos e professores e desmotivação dos educadores também foram apontados. Continue lendo “JOVENS FORA DA ESCOLA NO BRASIL”