USA: FRAUDE EM ESCOLAS CHARTERS

USA: fraude em escolas charters

Publicado em 12/02/2016 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

Os governos contratam organizações sociais para administrar as escolas de suas redes de ensino, na forma de escolas charters. Isso inclui responsabilizar estas organizações terceirizadas por alcançar certos níveis de desempenho nos exames de larga escala. Pressionadas para cumprir o contrato, tenham ou não condições, as organizações procuram formas de chegar lá e não perder o contrato. Continue lendo “USA: FRAUDE EM ESCOLAS CHARTERS”

 

BNC: PERCEPÇÕES

BNC – PERCEPÇÕES

Erisevelton Silva Lima

O documento apresenta avanços quando reconhece que a escola não é a única responsável pela garantia dos direitos às aprendizagens dos estudantes (p.10), quando apresenta termos como saúde, amizade, cuidado próprio e com os demais, responsabilidade pelo convívio próprio e dos outros (p.8) etc. Vê-se destacado, de maneira inconteste, lastro do humanismo (SAVIANI, 2007) e de um currículo pós-crítico (SILVA, 2001), que poderá se tornar ou não realidade nas escolas brasileiras. O currículo prescrito sinaliza, inspira, mas nem sempre orienta práticas. Estas dependerão da formação e da concepção de ensinar, aprender e avaliar trazidas pela cultura escolar e pela cultura de cada escola. Continue lendo “BNC: PERCEPÇÕES”

 

PROVINHA BRASIL E REGULAÇÃO: IMPLICAÇÕES PARA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO

Provinha Brasil e Regulação: Implicações para a Organização do Trabalho Pedagógico

 

Elisângela Teixeira Gomes Dias defendeu sua tese de doutorado no dia 29 de abril de 2014 no Programa de pós-graduação em Educação da UnB para a qual realizou pesquisa com o objetivo geral de compreender as implicações da utilização da Provinha Brasil (PB) para o trabalho pedagógico de professores e gestores da rede pública de ensino do Distrito Federal, a partir do processo de multirregulação desta política de avaliação, considerando as contradições e ambiguidades da realidade histórico-social investigada. A pesquisa baseou-se nos dados e nas informações obtidas pela pesquisadora por meio das observações de reuniões desenvolvidas pelos gestores de nível central e intermediário da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEDF); do acompanhamento sistemático do trabalho desenvolvido durante um ano letivo, em uma escola de Anos Iniciais do Ensino Fundamental, pelos gestores, coordenadores e professores, em especial as docentes das quatro turmas de 2º ano; dos depoimentos registrados no diário de campo, coletados nas entrevistas e também nas respostas dos questionários aplicados aos 324 professores alfabetizadores que atuavam no 2º ano de escolarização. Os dados empíricos, articulados à análise documental realizada, possibilitaram o confronto entre a intenção propagada por essa política com a realidade vivenciada. O movimento de análise, sustentado no campo do materialismo histórico-dialético, foi construído na articulação entre as categorias metodológicas estruturadas a partir de Cury (2000), contradição, totalidade, mediação, reprodução e hegemonia, com as categorias conceituais, apreendidas pelo recorte teórico-prático do objeto de estudo: avaliação externa, regulação e organização do trabalho pedagógico. Continue lendo “PROVINHA BRASIL E REGULAÇÃO: IMPLICAÇÕES PARA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO”

 

ESCOLAS RECEBERÃO EM JUNHO RESULTADOS DA AVALIAÇÃO NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO

Escolas receberão em junho resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização

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27/05/2014

 

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

No mês que vem, as escolas receberão os resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA). Além dos resultados, as escolas terão acesso a uma contextualização, com dados de infraestrutura, corpo docente e nível socioeconômico, segundo explicou hoje (27) o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Chico Soares.

“A intenção é que as escolas deem mais a quem precisa. Se eu tenho uma escola com alunos difíceis, porque trazem menos de casa, tenho que ter uma escola menos complexa”, diz ele.

A ANA foi aplicada pela primeira vez no ano passado. As provas avaliaram os conteúdos de leitura, escrita e matemática dos alunos no final do ciclo da alfabetização. No total, fizeram a avaliação 2,6 milhões de estudantes, de 55 mil escolas. Continue lendo “ESCOLAS RECEBERÃO EM JUNHO RESULTADOS DA AVALIAÇÃO NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO”

 

AVALIAÇÃO FORMATIVA E CULTURA DA ESCOLA: AS DIRETRIZES DE AVALIAÇÃO DA SEEDF

AVALIAÇÃO FORMATIVA E CULTURA DA ESCOLA: AS DIRETRIZES DE AVALIAÇÃO DA SEEDF

Por: Erisevelton Silva Lima

Doutor em Educação pela Universidade de Brasília – UnB

 

As escolas concretas, por sua vez, reconstroemse e reactualizamse quotidianamente pela acção  pedagógica  e  organizacional,  quer  na  forma  como  incorporam,  referenciam  ou  resistem  a  certas heranças simbólicas, representações sociais  e  “sedimentos  culturais”, quer na forma  como  encaram,  com maior ou menor  capacidade de iniciativa e  criatividade, os constrangimentos, dilemas e oportunidades, ou como assumem e concretizam novas missões e objectivos. (AFONSO, p.13, 2010).

 

Em Forquin (1993) pode-se compreender que a cultura escolar diz respeito às formas ou maneiras de a escola constituir-se ao longo dos tempos, as quais continuam, de maneira indelével, orientando a arquitetura, as práticas e as simbologias que nos fazem identificar, em qualquer lugar, o que é uma escola. Do mesmo autor é possível compreender que a cultura da escola é o processo complexo e muitas vezes objetivo e subjetivo pelo qual cada instituição se insere social, política, econômica e pedagogicamente no tempo histórico que ocupa. Portanto, diz respeito, igualmente, ao que anuncia a epígrafe de Afonso (2010) quando esclarece sobre a maneira própria com que cada escola segue, rejeita, acolhe e ou ressignifica suas demandas e desafios. Continue lendo “AVALIAÇÃO FORMATIVA E CULTURA DA ESCOLA: AS DIRETRIZES DE AVALIAÇÃO DA SEEDF”

 

TESTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA SÃO DESPERDÍCIO DE DINHEIRO

Testes da educação básica são desperdício de dinheiro, diz educador americano

Por Priscilla Borges – iG Brasília | 16/03/2014 06:00

Para professor, melhor análise dos resultados evitaria que retorno fosse baixo em comparação à atual soma investida

Divulgação / Todos pela Educação

Lorin Anderson, professor da Universidade da Carolina do Sul: ‘Não podemos mais gastar tanto dinheiro com as avaliações para ela nos dar tão pouco em retorno’

As numerosas avaliações que medem o quanto crianças e adolescentes aprenderam na educação básica são hoje um desperdício. A ponderação feita por Lorin Anderson, professor emérito da Universidade da Carolina do Sul, nos EUA, também tem caráter provocativo. Estudioso do tema – é mestre em psicologia educacional e PhD em Medição, Avaliação e Análise Estatística –, ele diz que os países precisam usar os resultados dos testes para aprimorar a educação de fato. Continue lendo “TESTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA SÃO DESPERDÍCIO DE DINHEIRO”

 

INCOMPREENSÃO SOBRE PROGRESSÃO CONTINUADA

INCOMPREENSÃO SOBRE PROGRESSÃO CONTINUADA

Benigna Maria de Freitas Villas Boas

Publicado em http://gepa-avaliacaoeducacional.com.br

Circula em redes sociais a seguinte publicação:

“SEJA CONTRA A APROVAÇÃO AUTOMÁTICA

Conhecida como progressão continuada:

Facilita a aprovação de todos os alunos.

Desmerece os alunos que se esforçam.

Aprova aluno que não faz nada.

Estabelece impunidade aos bagunceiros.

Inutiliza o empenho dos professores.

Desmotiva o ambiente de aprendizagem.

Não cria exemplo à dura vida em sociedade.

Faz da escola ‘depósito’ ou ‘playground’.” Continue lendo “INCOMPREENSÃO SOBRE PROGRESSÃO CONTINUADA”

 

AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO: AINDA TEMOS UM LONGO CAMINHO PARA PERCORRER

AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO: AINDA TEMOS UM LONGO CAMINHO PARA PERCORRER

 Erisevelton Silva Lima – Doutor em Educação pela Universidade de Brasília – UnB

“Eu não tenho tempo de me ocupar com essa história de afetividade, dar retorno para cada aluno, fazer uma aula diferente, eu tenho que vencer meu conteúdo e só tenho cinquenta minutos para isso” (Relato de um docente).

 

O relato acima ocorreu durante reunião com um grupo de docentes da rede privada em encontro de formação continuada. Percebe-se, claramente, que o professor, além de revelar certa angústia e indignação com o contexto em que está inserido, ainda não percebeu que o conteúdo pelo conteúdo não fará o esperado “milagre” da aprendizagem sem mediação. Com todo respeito ao meu colega é possível apostarmos noutra lógica que não seja essa, especialmente porque temos que ficar atentos a questões bem específicas. A primeira delas é a que a avaliação não acelera processos, sejam eles quais forem, ela poderá qualificá-los se for bem conduzida e com fins formativos. A segunda é que a avaliação vai acontecer, queiramos ou não, o que é grave e comprometedor é que sem planejamento e intencionalidades bem definidas estamos sujeitos ao lado ruim da avaliação informal que separa, classifica e excluí. A terceira e, não menos importante que as demais, é quanto às estratégias de ensino. Anastasiou e Alves (2003) nos revelam que toda estratégia de ensino pode ser de aprendizagem e, fatalmente, será de avaliação, ao que elas denominaram de ensinagem. Não há ensino se não houver aprendizagem, mas há avaliação mesmo que as aprendizagens não ocorram. Afinal, é ela quem faz tal constatação, mesmo que vitimada por uma miopia conceitual grave, aquela que acredita que só é válida como avaliação os erros e acertos computados em um teste ou prova. Continue lendo “AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO: AINDA TEMOS UM LONGO CAMINHO PARA PERCORRER”