MEC quer dar bônus a faculdade privada que emprestar espaço para escola pública

 

JC Notícias – 16/08/2019

MEC quer dar bônus a faculdade privada que emprestar espaço para escola pública

Novo programa vai prever atividades no contraturno do ensino médio e fundamental; secretário da pasta foi vaiado ao citar projeto de colégios cívico-militares

O Mais Educação, uma das principais ações do Ministério da Educação (MEC) para financiar o ensino em tempo integral na rede pública, será encerrado para dar lugar a um novo programa, que prevê parceria com faculdades públicas e privadas na oferta de atividades no contraturno. Para estimular a participação, a pasta vai pagar um “bônus regulatório” – acréscimo na nota da avaliação das faculdades feita pelo próprio MEC. A ideia é aproveitar a estrutura das faculdades, como laboratórios e salas de informática.

“Vamos descontinuar o Mais Educação porque não queremos mais financiar os municípios apenas para que contratem alguém que vai dar atividades para aumentar o tempo do aluno na escola, sem sabermos se as atividades estão ligadas à grade curricular”, disse Jânio Macedo, secretário de Educação Básica do MEC, nesta quarta-feira, 14, no 17º Fórum Nacional da União dos Dirigentes Municipais de Ensino (Undime), que reúne secretários municipais de educação de todo o País.

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Alfabetização e a cartilha da discórdia

 

 

Alfabetização e a cartilha da discórdia

por Luiz Carlos de Freitas, no blog do Freitas

Os liberais continuam “surpresos”. Mascarado de evidência empírica decisiva, o método fônico emerge como o único método de alfabetização a ser implementado pelo MEC. Como sabemos, evidências empíricas sólidas incluem a análise das evidências empíricas contrárias, as quais são, no decorrer da análise debatidas e eventualmente negadas. Nada disso acontece nas ditas “evidências” do método […]

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Luiz Carlos de Freitas | 16/08/2019 às 11:10 AM | Categorias: Assuntos gerais, Weintraub no Ministério | URL: https://wp.me/p2YYSH-6YO

Eu avalio, você avalia, todos avaliam

 

 Eu avalio, você avalia, todos avaliam   

Enílvia R. Morato Soares

Quando convidados a registrar em fichas de papel as marcas deixadas pela avaliação no decorrer da vida pessoal e acadêmica, professores do Instituto Federal de Goiás – Campus Inhumas – se expressaram por meio da imagem acima.

Chama a atenção o predomínio de sentimentos negativos associados à avaliação. O uso de expressões como: frustração, ansiedade, angústia, tensão, suor frio, preocupação, filme de terror, apatia, decepção, inferioridade, competição e cansaço ilustram o quanto a prática avaliativa se articula muito mais ao medo das decisões que a partir dela decorrem, do que aos progressos que poderiam/deveriam, por meio dela serem promovidos.

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Docência universitária não se restringe a aula

 

JC Notícias – 26/07/2019

Docência universitária não se restringe a aula

“No debate sobre a proposta do Future-se, apresentada pelo MEC há uma semana, a grande crítica tem recaído na redução da questão da educação superior,  a  seu financiamento. Agora uma nova polêmica se acrescenta: a da docência universitária”, afirma Silke Weber, professora emérita da UFPE

À semelhança do Future-se, quando o MEC se volta para as formas de assegurar a manutenção do sistema universitário federal, certamente oneroso para qualquer nação, passa agora a  questionar a especificidade da docência nas universidades. Novamente uma visão reducionista baliza a proposta do Ministério, ao não considerar que as universidades, têm como finalidades, a produção e disseminação do conhecimento, a formação profissional, o desenvolvimento cientifico e tecnológico e o enriquecimento cultural, além  de oferecer suporte à formulação de políticas publicas.

A consecução de tais finalidades requer  trabalho e  dedicação de um corpo profissional altamente qualificado, para atender necessidades de formação de quadros demandadas pela sociedade e pelas diferentes áreas de conhecimento. Para tanto, o corpo profissional das  universidades é instado a atuar na disseminação do conhecimento,  feito principalmente por meio de aulas, mas, também , a se voltar  para a produção e retificação do conhecimento visando à experimentação de respostas aos problemas abordados pelas diversas áreas,  e pelas necessidades da  sociedades, o que requer  a fabricação  de tecnologias e o desenvolvimento    de inovações correspondentes.

A atividade  didático-pedagógica da universidade é, por conseguinte, apenas uma das facetas da atividade docente, desde que lhe cabe  ministrar aulas,  e também,   a orientação   ou supervisão de estudantes  em monitoria, iniciação científica, estágios, trabalhos de conclusão de cursos , residências, no âmbito da  graduação,  e se responsabilizar  pela orientação de pesquisas  e avaliação da sua qualidade  nos cursos de pós-graduação, lato e stricto sensu.  Acrescente-se, ainda, a elaboração de projetos de pesquisa próprios e interinstitucionais  voltados para  áreas de especialização e/ou ao  atendimento a prioridades nacionais ou locais , sendo  inerente a esse processo  a interlocução com pares em  congressos, seminários, simpósios  e a publicação de  seus resultados.

A atividade docente universitária implica, ainda, a participação na solução  de problemas sociais e econômicos conjunturais ou históricos mediante a integração de ensino e de pesquisa, além, da promoção de enriquecimento cultural.

A complexidade envolvida na atividade universitária constitui, assim, uma das razões da definição do tempo de trabalho, acertadamente, contemplada na Reforma Universitária de 1968. A profissionalização daí decorrente explica ser a universidade pública responsável por cerca de 90% da pesquisa produzida no país, com evidente repercussão em políticas públicas  e  objeto de reconhecimento internacional.

Cabe, portanto, conduzir o debate sobre a docência universitária dentro dos parâmetros  que conformam a sua especificidade, ao invés de suscitar conflitos com a docência da Educação Básica, cuja valorização é há muito objeto de luta significativa, e sobre a qual a universidade brasileira vem dedicando inúmeros estudos e pesquisas e atuado na formação de seus professores.

ADUFEPE

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CARTA DE CUIABÁ da SBEM

 

 

CARTA DE CUIABÁ da SBEM

A Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM), reunida em Cuiabá (MT) durante o XIII Encontro Nacional de Educação Matemática, com seus mais de quatro mil participantes e cumprindo sua responsabilidade social como sociedade civil e científica atuante no campo da Educação, vem externar publicamente sua extrema preocupação com as políticas públicas em Educação recentemente propostas ou promulgadas em âmbito federal no Brasil.

Essas políticas incluem medidas flagrantemente contrárias à Educação como pilar essencial para uma sociedade democrática, orientada pela justiça social, culturalmente plural e inclusiva – tais como: cortes de verbas para a educação básica pública; cortes de verbas ou extinção de programas específicos voltados para a inclusão de populações socialmente carentes ou subalternizadas; desqualificação profissional e deterioração das condições dignas de trabalho de professoras e professores que ensinam na educação básica pública; ataques a institutos federais e a universidades públicas, em seus princípios de autonomia, gestão, gratuidade e inclusão; subordinação da produção científica e tecnológica a interesses econômicos e mercadológicos; desqualificação das Ciências Sociais e Humanas; cerceamento da liberdade de expressão e perseguição política de professoras e professores; rompimento das garantias historicamente conquistadas de educação escolar com qualidade social referenciada para todas e todos. Continue lendo “CARTA DE CUIABÁ da SBEM”

“Vocês estão vivendo um novo tipo de ditadura”, diz sociólogo Manuel Castells

 

JC Notícias – 17/07/2019

“Vocês estão vivendo um novo tipo de ditadura”, diz sociólogo Manuel Castells

Referência no estudo das redes, espanhol diz que disseminação de informações falsas conduz País ao totalitarismo e educação é única via para reverter o quadro

O Brasil está vivendo um novo tipo de ditadura, que tem como pilares a disseminação de notícias falsas e sucessivos ataques à Educação . Essa é a visão do espanhol Manuel Castells, um dos principais teóricos da comunicação e autor de livros como “A Sociedade em Rede” e “Galáxia da Internet”.

Em entrevista ao GLOBO, ele afirmou que o país só conseguirá evitar um futuro totalitário caso as escolas desempenhem bem seu papel . Nesse sentido, criticou o projeto do governo Bolsonaro de criar escolas militares, com foco na disciplina.

Veja o texto na íntegra: O Globo

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“Qualidade para poucos na educação não é qualidade”

 

JC Notícias – 16/07/2019

“Qualidade para poucos na educação não é qualidade”

Em entrevista ao Nexo, o professor Francisco Soares, da UFMG, analisa como o problema da desigualdade afeta diretamente a educação pública oferecida no Brasil

O direito à educação foi uma decisão tardia da República brasileira. E o debate público no país minimiza a dimensão das desigualdades. É o que afirma Francisco Soares, professor titular aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais.

Soares foi presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) em 2014, e, mais recentemente, liderou a equipe que desenvolveu o Indicador de Desigualdades e Aprendizagens em parceria com a Fundação Tide Setubal.

O indicador mede as desigualdades de aprendizagens entre diferentes grupos sociais, com recortes de nível socioeconômico, gênero e raça para os municípios brasileiros. Os resultados mostram disparidades profundas nas escolas públicas quando são comparados alunos brancos e negros, meninos e meninas e crianças de grupos sociais mais ou menos pobres.

Em entrevista concedida ao Nexo por e-mail, Soares fala sobre a eficiência do gasto público em educação no Brasil, sobre a falta de investimento no ensino básico e sobre como fica a ideia de meritocracia em um contexto com diferenças de oportunidades tão expressivas.

Leia a entrevista na íntegra: Nexo

Livro: Conversas sobre avaliação

 

 

Livro: Conversas sobre Avaliação

por Luiz Carlos de Freitas, no blog do Freitas

Benigna Villas Boas, pesquisadora do campo da avaliação, organiza mais um livro que poderá ser muito útil para a atividade de avaliação do professor em sala de aula. Como sabemos o campo da avaliação possui pelo menos três níveis distintos de realização: o plano das políticas públicas de avaliação, usualmente conhecido como o campo das […]

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Luiz Carlos de Freitas | 13/07/2019 às 11:54 AM | Tags: Boa educação, Indicações de Leitura | Categorias: Assuntos gerais, Links para pesquisas | URL: https://wp.me/p2YYSH-6WS

FUNDEB: “pensar a educação” entrevista Chico Soares

 

 

FUNDEB: “Pensar a Educação” entrevista Chico Soares

por Luiz Carlos de Freitas, no blog do Freitas

Em entrevista muito didática, o professor Francisco Soares (ex-presidente do INEP) explica o Fundeb e as possibilidades de mudança. Na entrevista, entre outros temas, recusa o repasse de verbas do Fundeb condicionado a resultados, já que as verbas são para garantir o direito, ressaltando que isso não significa que se deva deixar de examinar se […]

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Luiz Carlos de Freitas | 12/07/2019 às 4:06 PM | Tags: Segregação | Categorias: Assuntos gerais, Weintraub no Ministério | URL: https://wp.me/p2YYSH-6WP

ESCOLA: O QUE NELA SE APRENDE QUANDO SE TORNA MILITARIZADA?

 

ESCOLA: O QUE NELA SE APRENDE QUANDO SE TORNA MILITARIZADA?

Autoria: GEPA

O progressivo aumento da indisciplina, do uso de drogas, do vandalismo, da evasão e da violência nas escolas, seja entre os estudantes ou contra os professores, é uma realidade que tem chamado a atenção da população e suscitado, de forma efusiva, por governantes de diferentes localidades do país, a defesa pela gestão compartilhada das escolas públicas com a Polícia Militar. É uma realidade que não combina com o ambiente escolar, espaço de autonomia pedagógica e reflexão crítica.

Toda essa inquietação não é mais uma discussão restrita às salas dos professores e aos espaços educacionais como um todo, pois reverbera em toda a sociedade que, por sua vez, almeja respostas e ações governamentais que ponham um fim a essa complexa situação. Continue lendo “ESCOLA: O QUE NELA SE APRENDE QUANDO SE TORNA MILITARIZADA?”