CICLOS PARA AS APRENDIZAGENS NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DF: DESAFIOS PARA OS ANOS FINAIS

 

CICLOS PARA AS APRENDIZAGENS NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL: DESAFIO PARA OS ANOS FINAIS

Erisevelton Silva Lima

Doutor em Educação pela UnB, atualmente é Diretor de Formação Continuada, Pesquisa e Desenvolvimento Profissional na EAPE/SEDF

 

A formação dos professores, a organização secular da escola, os normativos que distribuem ou regulam a forma como a escola funciona são elementos pautados na lógica da seriação. Refazer este caminho vai requerer de todos os atores a compreensão de que outra lógica será erguida no lugar dessa que veio pensada desde o século XVIII. A escola passa pela necessidade de criação e recriação de outras estruturas (pedagógica e administrativa) que possibilitem nova forma de pensar, fazer e avaliar a educação das crianças, jovens e adultos. Continue lendo “CICLOS PARA AS APRENDIZAGENS NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DF: DESAFIOS PARA OS ANOS FINAIS”

PROTAGONISMO ESTUDANTIL

 

Primavera estudantil

Todos pela educação

18 de dezembro de 2015

Tentativa de reorganização escolar produziu efeito inesperado e deu um nó na gestão pública

Pricilla Kesley/Todos Pela Educação

Bruna Rodrigues, Mariana Mandelli e Pricilla Kesley Mal planejada, mal debatida e mal comunicada, a reorganização da rede escolar proposta pelo governo estadual de São Paulo acabou por atingir um objetivo que certamente não estava previsto por técnicos da secretaria, mas que especialistas em Educação vêm aconselhando há um bom tempo: o incentivo ao protagonismo juvenil. Ao ocupar 205 escolas estaduais (segundo o Sindicato do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), os estudantes secundaristas pareciam estar se livrando de mordaças. A garotada mostrou que quer e pode fazer parte da gestão escolar da rede. Meninos e meninas revelaram que entendem perfeitamente o conceito de instituição pública, deram aulas de administração e de mobilização e ainda forneceram dicas explícitas a quem planeja o ensino, sobre qual é o tipo de Educação que fará aumentar o interesse de todos pela escola.   Continue lendo “PROTAGONISMO ESTUDANTIL”

ANPED E ABdC criticam Base Nacional Comum Curricular

 

ANPED e ABdC criticam base comum

Publicado em 08/12/2015 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

A Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação e a Associação Brasileira de Curriculum divulgaram posicionamento sobre a base nacional comum em desenvolvimento, enviando ofício ao Conselho Nacional de Educação, órgão que deverá examinar os trabalhos que estão sendo feitos pela Secretaria de Educação Básica do MEC.

Baixe o documento aqui.

 

 

A AVALIAÇÃO PODE CONTRIBUIR PARA A FORMAÇÃO DA CIDADANIA?

 

A AVALIAÇÃO PODE CONTRIBUIR PARA A FORMAÇÃO DA CIDADANIA?

Benigna Maria de Freitas Villas Boas

A avaliação pode e deve contribuir para a formação da cidadania. Porém, é preciso analisar que tipo de cidadão está sendo formado por meios das ações educativas: o subserviente, que tudo acata, sem questionamento, ou o que luta por seus direitos? Ontem me foi relatada uma situação preocupante: um/a professor/a de uma disciplina da área de Matemática, de uma renomada universidade, aplicará amanhã (dia 30/11/2015) a terceira e última prova do semestre. Contudo, fui informada que os estudantes não conhecem as notas das duas primeiras provas. Justificativa: o/a docente entende ser esta a forma de eles serem obrigados a estudar. Quem obteve nota alta inicialmente poderá não se esforçar por mantê-la. Continue lendo “A AVALIAÇÃO PODE CONTRIBUIR PARA A FORMAÇÃO DA CIDADANIA?”

A CULTURA DA VALORIZAÇÃO DA NOTA E DO “PASSAR DE ANO”

 

A CULTURA DA VALORIZAÇÃO DA NOTA E DO “PASSAR DE ANO”

Opinião: Aulas-fantasmas

Todos pela Educação – 25 de novembro de 2015

“ONG vai denunciar casos de alunos que ganharam notas no boletim mesmo sem terem tido professores em algumas disciplinas”, afirma Antônio Gois

Fonte: O Globo (RJ)

 

“Estudei na instituição de ensino público escola estadual Zilton Bicudo [em Franco da Rocha-SP]. Não tive aulas, por mais de cinco meses, de ciências, geografia e português. Isto ocorreu nas séries 8ª, 7ª e 6ª. Neste ano [já em outra escola estadual paulista], ocorreu a greve e ficamos quatro meses sem aulas de biologia, história, física, química, educação física, geografia e inglês. Tive notas forjadas no boletim, pois os professores não queriam ter problemas.” Continue lendo “A CULTURA DA VALORIZAÇÃO DA NOTA E DO “PASSAR DE ANO””

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR: NÓ GÓRDIO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA?

 

Base Nacional Comum Curricular: nó górdio da educação brasileira?

Editorial do site Pensar a Educação

Quem acompanha com atenção o debate público sobre educação no Brasil percebe que a discussão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tomou vulto de maior problema, ou maior questão a ser enfrentada e disputada por todos aqueles que defendem uma educação pública de qualidade no País. A elaboração da BNCC, determinada pelo  Plano Nacional de Educação, extrapolou o restrito reduto do MEC e dos especialistas em educação, e tem mobilizado de forma crescente sujeitos posicionados nos mais diversos movimentos e espectros político-ideológicos.

Só aos desavisados esse parece ser mais um capítulo de nossa velha tradição jurídica e legislativa (e popular!) que nos induz a pensar que, no Brasil, certas leis pegam e outras não. Esse contexto demonstra, isso sim, que, mais uma vez, o cumprimento ou não da lei – sim, é do cumprimento do PNE, e, portanto, de uma lei de que se fala! – é sempre objeto e resultado de um jogo de forças por meio do qual os sujeitos buscam modificar ou manter uma dada situação social, política e, neste caso, educacional. Continue lendo “BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR: NÓ GÓRDIO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA?”

SOBRAL: O “FEIJÃO COM ARROZ” DE VEVEU DO PT

 

Sobral: o “feijão com arroz” de Veveu do PT

Publicado em 16/11/2015 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

O Brasil deverá passar pelo encantamento com índices de desempenho dos estudantes pelo qual outros países já passaram. Quando o índice baixar, isso será caracterizado como um caos. Quando subir será considerado melhoria da qualidade da educação. De fato, eles não são nem uma coisa, nem outra. Mas até que aprendamos isso, muita gente vai ganhar rios de dinheiro vendendo soluções mágicas para os índices baixos subirem.

O caso do “efeito demonstração Sobral” no Ceará é ilustrativo. Ele é muito parecido com o papel que o Texas cumpriu nos Estados Unidos, conhecido como “milagre do Texas”. Era o governo Bush (filho) que estava à época naquele Estado. Tendo implantado políticas de responsabilização do tipo que foram aplicadas em Sobral, o Estado melhorava nos índices. Esta melhora de índice foi vendida para o Congresso (neste momento Bush já era Presidente) como “melhoria da qualidade da educação” e como uma solução que poderia ser aplicada para todos os Estados americanos. Aí nasceu a fracassada lei de responsabilidade educacional americana em 2001. Seu Secretário de Educação no Texas, virou Ministro da Educação. Continue lendo “SOBRAL: O “FEIJÃO COM ARROZ” DE VEVEU DO PT”

BECOMING A TEACHER IN THE AGE OF REFORMATION

 

Becoming a Teacher in the Age of Reformation

Posted: 02 Nov 2015 03:14 PM PST

Susan M. Tran is a young, second generation Vietnamese-American woman who completed a Bachelors degree in Spanish at the University of Colorado Boulder in 2010. She will soon complete a masters program and be certified as an elementary school teacher at the University of Northern Colorado. Susan is mature and intelligent; she recognized early in her career that becoming a teacher in the Age of Reformation is forcing idealistic young teachers to resolve contradictions — contradictions between 1) messages from reformers who believe that teaching is a low level trade that has no right to organize on its own behalf and for which six weeks of indoctrination are adequate training, and 2) messages from university-based teacher trainers who believe that good teaching is rooted in children’s unique interests and capabilities and treats them as individuals, not as replicates of a governmentally defined template. Continue lendo “BECOMING A TEACHER IN THE AGE OF REFORMATION”

MEC QUER MUDAR LICENCIATURA E ESTUDA RESIDÊNCIA

 

MEC quer mudar licenciatura e estuda residência

29 de outubro de 2015

Ideia é tornar programas das graduações mais próximos da realidade da sala de aula

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)

Após lançar a proposta de base curricular comum para o Ensino básico, o Ministério da Educação (MEC) já discute o documento que norteará os currículos de todos os cursos de licenciatura e de Pedagogia do País. Esse texto deve ir a consulta pública até o fim do ano que vem. A pasta também retoma a discussão sobre criar uma residência para os Professores, nos moldes do que existe na área médica. Continue lendo “MEC QUER MUDAR LICENCIATURA E ESTUDA RESIDÊNCIA”

OBAMA E O FUTURO DA [NOSSA] AVALIAÇÃO- I

 

OBAMA e o futuro da [nossa] avaliação – I

Publicado em 27/10/2015 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

O educadores estão tentando entender o movimento da administração Obama ao propor seu Testing Action Plan. Poucos acham que estão de fato ante um “mea-culpa” sobre o uso excessivo da avaliação nos Estados Unidos e outros entendem como um plano destinado a bancar a emergência de uma nova geração de avaliação acoplada à aprendizagem e às bases de dados destinada a alimentar mais ainda a privatização da educação americana.

A primeira medida central nesta caminhada foi a construção da Base Nacional Curricular, lá conhecida como Common Core. Ao padronizar a educação de maneira detalhada, ela permite que se ampliem as possibilidades de terceirização da educação, pois especificam com mais detalhes o retorno esperado da iniciativa privada. Mas não é só isso. Continue lendo “OBAMA E O FUTURO DA [NOSSA] AVALIAÇÃO- I”