SEATLE: SOMOS NÓS AMANHÃ

 

Seattle: somos nós amanhã

Publicado em 09/09/2015 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

Os professores da Associação dos Educadores de Seattle (USA) decretaram greve por unanimidade. A foto do SeattleEducation é impressionante:

Ao impormos as políticas dos reformadores empresariais aos professores de Goiás, Pará, Rio Grande do Sul, Minas, São Paulo entre outros estados, estamos apenas introduzindo políticas que nos transformarão em muitas Seattles no Brasil, uma enorme energia que poderia ser gasta de outra forma, por exemplo, na própria construção da educação pública brasileira baseando-se em princípios de responsabilização participativa. Continue lendo “SEATLE: SOMOS NÓS AMANHÔ

AVALIAÇÃO EM DEBATE IV – PROVINHA BRASIL: SINGULARIDADES E SIMILARIDADES

 

AVALIAÇÃO EM DEBATE IV

Provinha Brasil: singularidades e similaridades

Enílvia Rocha Morato Soares

 

 

 

O destaque dado aos exames externos nas últimas décadas, tomando-os como a panaceia capaz de promover a qualidade da educação, demonstrou ser positivo ao trazer à tona questões que despertam forte interesse por reflexões e debates sobre o assunto. Com o propósito de abrir espaços de discussão em torno da temática, o GEPA realizou, uma semana após o Avaliação em Debate III, o 4º encontro da série.

O Avaliação em Debate IV aconteceu no dia 03 de setembro, das 8h30 às 11h30, na sala Papirus da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e contou com a especial participação da Profa. Dra. Elisângela Teixeira Gomes Dias, que nos presenteou com a apresentação de sua pesquisa realizada recentemente no curso de Doutoramento intitulada “Provinha Brasil e Regulação: Implicações para a Organização do Trabalho Pedagógico”.

O trabalho investigativo trouxe contribuições que transitam desde a forma como são pensados e organizados os testes em larga escala, neste caso, a Provinha Brasil, até os impactos por eles causados na organização do trabalho pedagógico realizado pelos professores em sala de aula e por toda a escola. Entre os achados da pesquisa podem ser destacados: Continue lendo “AVALIAÇÃO EM DEBATE IV – PROVINHA BRASIL: SINGULARIDADES E SIMILARIDADES”

AVALIAÇÃO EM DEBATE III: SÍNTESE E CONTRIBUIÇÕES

 

AVALIAÇÃO EM DEBATE III: síntese e contribuições

Enílvia Rocha Morato Soares

Integrante do GEPA

 

O Grupo de Pesquisa Avaliação e Organização do Trabalho Pedagógico – GEPA – realizou, no dia 26 de agosto de 2015, de 8h30 às 10h30, na sala Papirus da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, mais um “Avaliação em Debate”. Este foi o terceiro encontro organizado pela equipe com o objetivo de discutir temáticas relacionadas à avalição educacional e construir entendimentos que possam contribuir para que a prática avaliativa formativa venha a constituir uma realidade na organização do trabalho pedagógico de todas as nossas escolas.

A iniciativa de reunir pessoas, de alguma forma envolvidas com a educação, para o estudo de questões que tratam da avaliação, nasceu do resultado de pesquisas realizadas pelo Grupo, que apontam a hegemonia e a naturalização de concepções avaliativas pautadas na ideia de formação centrada no ensino, e este, realizado de forma homogênea e excludente. O uso da avaliação como meio de medir conhecimentos e classificar estudantes tem sido prática comum entre aqueles que compartilham tais representações. Continue lendo “AVALIAÇÃO EM DEBATE III: SÍNTESE E CONTRIBUIÇÕES”

PERNAMBUCO: ATRASO PEDAGÓGICO INÉDITO

 

Pernambuco: atraso pedagógico inédito

Publicado em 23/08/2015 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

É surpreendente que um dos Estados destacados do nordeste (que nos brindou com um dos mestres mais respeitados mundialmente, Paulo Freire) esteja sendo vítima de um grave atraso pedagógico que marcará gerações de professores e estudantes. O site da Secretaria da Educação do Estado de Pernambuco divulgou um novo sistema de controle da atividade didática do professor e de registro de frequência dos alunos. Trata-se da recriação de procedimentos de controle que já se julgavam superados desde que o tecnicismo pedagógico perdeu força ainda nos anos 70. Chamam-no de “Sistema de Fortalecimento das Aprendizagens”:

“A ação de Fortalecimento das Aprendizagens tem como principal objetivo apoiar os estudantes do ensino fundamental, anos finais, e do ensino médio da Rede a fim de que os mesmos melhorem seu desempenho escolar e superem as principais dificuldades referentes à aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática. Continue lendo “PERNAMBUCO: ATRASO PEDAGÓGICO INÉDITO”

FALTA DE VERBA CANCELA A ANA

 

Falta de verba cancela a ANA

Publicado em 19/08/2015 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

Preferiram cancelar a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) que tem formato censitário (ou seja, é aplicada a todas as escolas) a fazê-la amostral (ou seja aplicada a um grupo de escolas menor mas representativo). Seria muito mais barato. As avaliações da educação básica não precisam ser censitárias (e caras) para orientar política pública. Basta que se façam avaliações amostrais e pode-se perfeitamente, com isso, ter uma ideia adequada de como está o desenvolvimento da educação básica.

Ocorre que em seu formato amostral, não se pode fazer rankings de escolas e nem controlar as escolas uma a uma, com políticas de responsabilização. Para este propósito, só fazendo avaliação censitária. E como a opção é pelo controle, então não se aceitam avaliações amostrais no INEP. Por falta de verbas, o governo preferiu cancelar a avaliação e ficar sem nenhum parâmetro, a ter uma avaliação amostral. O INEP, órgão que deveria assessorar o MEC nestas decisões, preferiu não abrir precedentes e ser fiel à sua opção pelas políticas de responsabilização verticais. Continue lendo “FALTA DE VERBA CANCELA A ANA”

PREPARANDO PARA TESTES

 

Preparando para testes

Publicado em 19/08/2015 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

Um dos efeitos dramáticos dos exames externos sobre a escola (ENEM, Prova Brasil, etc.) é o tempo roubado do ensino e destinado ao treinamento para provas. O aspecto formativo cede espaço (e dinheiro) para simples treino com finalidade de se sair bem nos testes. Os testes medem mais esta preparação do que o próprio conhecimento do aluno – além, é claro, de seu posicionamento social.

Como relatam duas reportagens, nas escolas particulares isso já é realidade. Em uma delas se lê que estas escolas contratam corretores externos para analisar as redações escolares de seus alunos.

“O Colégio Pentágono, em Perdizes, zona oeste da capital, é um dos que contratam corretores externos para tornar a análise mais próxima do que acontece no exame real. “Quando o próprio professor avalia, há um vínculo afetivo com o aluno. Se chamamos uma pessoa de fora, a correção fica mais isenta”, explica o diretor pedagógico, Cláudio Giardino”. Continue lendo “PREPARANDO PARA TESTES”

WHY I AM NO LONGER A MEASUREMENT SPECIALIST

 

Why I Am No Longer a Measurement Specialist

 

Posted: 17 Aug 2015 04:00 PM PDT by Gene V Glass

 

I was introduced to psychometrics in 1959. I thought it was really neat.

By 1960, I was programming a computer on a psychometrics research project funded by the Office of Naval Research. In 1962, I entered graduate school to study educational measurement under the top scholars in the field.

My mentors – both those I spoke with daily and those whose works I read – had served in WWII. Many did research on human factors — measuring aptitudes and talents and matching them to jobs. Assessments showed who were the best candidates to be pilots or navigators or marksmen. We were told that psychometrics had won the war; and of course, we believed it.

The next wars that psychometrics promised it could win were the wars on poverty and ignorance. The man who led the Army Air Corps effort in psychometrics started a private research center. (It exists today, and is a beneficiary of the millions of dollars spent on Common Core testing.) My dissertation won the 1966 prize in Psychometrics awarded by that man’s organization. And I was hired to fill the slot recently vacated by the world’s leading psychometrician at the University of Illinois. Psychometrics was flying high, and so was I. Continue lendo “WHY I AM NO LONGER A MEASUREMENT SPECIALIST”

PAIS RESISTEM AOS TESTES

 

Nova York: pais resistem aos testes

Publicado em 17/08/2015 por Luiz Carlos de Freitas, no blog do Freitas

Carolyn Thompson informa que cerca de 20% dos estudantes do terceiro ao oitavo ano de escolaridade do Estado de Nova York recusaram-se a fazer os testes estaduais de Inglês e Matemática. A informação é da Secretaria da Educação do Estado que divulgou os resultados da última avaliação realizada. As pontuações tiveram apenas um ligeiro aumento no desempenho global dos estudantes.

Em números, foram 900 mil alunos que fizeram o teste e 200 mil que se recusaram a fazer o teste, valendo-se da lei “opt out” que permite que os pais determinem se os filhos devem ou não realizar testes de larga escala. O resultado dos “opt outs” foi considerado um sucesso para os movimentos de resistência aos testes dentro dos Estados Unidos que consideram que há excessiva dependência de testes no estado.

No ano anterior, houve apenas 5% de “opt outs” o qual saltou, agora, para 20%. Continue lendo “PAIS RESISTEM AOS TESTES”

ENEM 2014: PERCEPÇÃO DO ÓBVIO

 

ENEM 2014: PERCEPÇÃO DO ÓBVIO

Profa. Mestre Enílvia Rocha Morato Soares

 

Estamos mais uma vez vivendo a costumeira avalanche de manchetes que acompanham a divulgação dos resultados do ENEM, que suscita sentimentos que transitam entre a indignação pela má qualidade do ensino brasileiro até a alegria de constatar que ainda é possível contar com escolas que, em meio ao caos, se destacam pelos bons resultados que alcançam.

A novidade deste ano fica por conta da nova roupagem dada aos rankings pelo MEC e pelo INEP, ao apresentarem fatores que podem estar influenciando os índices que colocaram escolas no “top 20”do ENEM, ou seja, que ficaram entre as 20 escolas que obtiveram as melhores notas no Exame realizado em 2014. Continue lendo “ENEM 2014: PERCEPÇÃO DO ÓBVIO”

O QUE (NÃO) REVELA O ENEM?

 

O QUE (NÃO) REVELA O ENEM?

Profa. Dra. Elisângela Teixeira Gomes Dias

Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é um teste de caráter voluntário, oferecido anualmente aos estudantes que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio, e tem diferentes funções. Além de ser utilizado como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais e como requisito para obtenção de bolsas de estudos integrais ou parciais em cursos de graduação ou cursos sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior, por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni), este ano passou a possibilitar ou não o acesso do estudante ao Financiamento Estudantil – FIES. Pode ser utilizado ainda para fins de certificação de conclusão do ensino médio, ou mesmo como um instrumento de autoavaliação para quem deseja saber como está seu desempenho considerando o conjunto dos alunos.

O que revelam os dados gerados neste exame? Como são publicizados, interpretados e difundidos? Não temos a intenção de analisar em profundidade tais questionamentos, mas levantamos o debate em torno de alguns aspectos. Continue lendo “O QUE (NÃO) REVELA O ENEM?”