CARTA ABERTA AO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

 

 

Carta aberta vai ao Ministro

Publicado em 19/07/2015 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

Carta aberta com mais de 2.000 assinaturas de educadores brasileiros está sendo encaminhada ao Excelentíssimo Sr. Ministro da Educação. No documento os educadores se posicionam pela rejeição das propostas formuladas no documento preliminar da Secretaria de Assuntos Estratégicos, no âmbito do programa Pátria Educadora e conclamam o Sr. Ministro da Educação para que se junte a esta luta.

Baixe aqui o documento com as assinaturas.

 

FALTA ACOLHIMENTO E AJUSTE DA ESCOLA AO ALUNO NO ENSINO MÉDIO

 

Jornal da Ciência, 18/07/2015

Falta acolhimento e ajuste da escola ao aluno no Ensino Médio, afirma Secretário de Educação Básica do MEC

Ensino Médio no Brasil foi tema de mesa redonda na Reunião Anual da SBPC na qual especialistas debateram sugestões para melhoria do sistema escolar

Que ensino médio queremos? Esta foi a pergunta-tema da mesa redonda que aconteceu na tarde de ontem (15/7) no Teatro Florestan Fernandes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), durante a 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A mesa reuniu o Secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Manuel Palácios da Cunha e Melo; José Fernandes de Lima, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE); e a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) Sandra Lucia Escovedo Selles.

“O Ensino Médio nunca foi uma unanimidade no Brasil e temos de enfrentar essa questão”, declarou o coordenador da mesa redonda, Carlos Roberto Jamil Cury, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que também participou das discussões. Continue lendo “FALTA ACOLHIMENTO E AJUSTE DA ESCOLA AO ALUNO NO ENSINO MÉDIO”

POSICIONAMENTO LÚCIDO DE MARIA ALICE SETUBAL

 

Pode haver vida inteligente nas ONGs

Publicado em 10/07/2015 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

Maria Alice Setubal, do CENPEC, está na Folha de hoje (10-07-15) com um artigo chamado “Que plano o governo tem para a educação?”. O texto responde à questão colocada e prova que há vida inteligente nas ONGs. Maria Alice apresenta uma compreensão do problema educacional que não tem nada a ver, em nossa opinião, com a política autoritária de Viviane Senna, do Instituto Senna. Destaco alguns aspectos:

“Não há o que comemorar depois de um ano de vigência do PNE. (…) o Ministério da Educação não apresentou até agora um conjunto de medidas que induzam Estados e municípios a se comprometerem com as metas. Ao contrário, assistimos surpresos à discussão de um plano desenvolvido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos – SAE – que não dialoga com o MEC nem com o PNE.”

Recentemente, estive com autoridades do MEC em um seminário e elas continuam dizendo que o documento da SAE é preliminar e que não há posicionamento do MEC. Mas, pergunta-se, está pelo menos havendo algum estudo para que haja tal posicionamento? Se não há, e parece não haver, então esta afirmação torna-se apenas uma fuga do problema e não um enfrentamento do mesmo. Há quase três meses que o MEC repete a mesma coisa.

“Não é preciso começar do zero ou nos valer de referências externas. Há experiências colocadas em prática por escolas e, especialmente, por redes de ensino que podem apontar caminhos…”

“A crise educacional não será superada sem o envolvimento dos professores. Não bastará um novo currículo, inclusão de inovações tecnológicas, expansão da educação integral e de políticas de equidade e respeito à diversidade cultural sem profissionais capacitados. Esse ponto exige uma revolução na educação por meio de uma política de valorização que inclua plano de carreira, salário e mudanças estruturais na formação inicial e continuada.” Continue lendo “POSICIONAMENTO LÚCIDO DE MARIA ALICE SETUBAL”

EM DEFESA DE NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS

 

Em defesa de nossas crianças e jovens

Aqui vai um modelo de lei que precisamos começar a discutir no Congresso, nas Assembleias Legislativas dos Estados e nos municípios  brasileiros. Trata-se de lei corrente nos Estados Unidos e que dá o direito aos pais ou tutor de uma criança ou jovem a solicitar a exclusão de seu filho dos sistemas de avaliação de larga escala. Vamos falar com Vereadores, Deputados e Congressistas que sejam simpáticos a esta causa.

Esta legislação deve conter no mínimo os seguintes elementos:

(1) Não obstante qualquer disposição em contrário, qualquer pai ou tutor de um aluno em qualquer escola pública ou escola terceirizada terá o direito de optar por retirá-lo da avaliação de larga escala (municipal, estadual ou nacional), seja ela uma avaliação de conhecimentos, competências ou socioemocional.

(2) O pai ou responsável deve notificar a escola do aluno por escrito pelo menos uma semana antes do exame agendado. As escolas estão obrigadas a obedecer a solicitação feita em tempo hábil e proporcionar atividades educativas alternativas para esta criança durante os testes.

(3) Não haverá repercussões acadêmicas ou disciplinares, verbais ou nos registros do aluno por ele ter optado por não participar na avaliação.

(4) Os órgãos responsáveis pelas avaliações deverão manter um banco de dados confidencial para registrar e acessar as solicitações de retirada de alunos da avaliação sob sua responsabilidade.

(5) Os órgãos responsáveis pelas avaliações devem informar o número de alunos que se retiraram das avaliações até o menor nível de desagregação dos dados disponível.

(6) As redes de ensino e as mantenedoras de terceirizadas estão obrigadas a notificar todos os pais e encarregados sobre o direito que eles têm de impedir seu filho de fazer testes de larga escala o mais tardar 15 dias antes do início da avaliação, através do seu site e por correspondência.

(7) As mesmas disposições são válidas quando se tratar de aplicação experimental de testes em elaboração, para sua validação.

Continue lendo “EM DEFESA DE NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS”

JOVENS EM CONFLITO COM A LEI RELATAM PROBLEMAS AO VOLTAR PARA O AMBIENTE ESCOLAR

 

O texto relata problemas que os jovens enfrentam ao retornar à escola. Um deles é a avaliação informal cruel. Os professores, de modo geral, não estão preparados para praticar a avaliação que esteja a serviço das aprendizagens.

TODOS PELA EDUCAÇÃO

Jovens em conflito com a lei relatam problemas ao voltar para o ambiente escolar

24 de junho de 2015

Retorno é também um desafio para as escolas, que não sabem como lidar com esses alunos

Fonte: Revista Educação

Ainda na escola, o adolescente G.I. envolveu-se com o tráfico de drogas, pois, segundo ele, necessitava de dinheiro para ajudar a família a sobreviver. Flagrado pela polícia, ficou oito meses internado na Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente), onde concluiu o segundo ano do ensino médio. Após sair do período de internação e em cumprimento de medida de liberdade assistida, o jovem precisava voltar a estudar, solicitando retorno à escola que frequentava antes de entrar em conflito com a lei. Após ter a matrícula negada, encontrou vaga em outra escola, onde permaneceu por somente cinco dias, até receber ameaças de morte da polícia. Com isso, após buscar vagas durante cinco meses, G.I. conseguiu entrar em outra instituição, onde estuda há três semanas. Hoje com 18 anos recém-cumpridos, o adolescente garante que concluirá o ensino médio em 2015, mesmo diante das dificuldades que enfrenta no cotidiano letivo. Continue lendo “JOVENS EM CONFLITO COM A LEI RELATAM PROBLEMAS AO VOLTAR PARA O AMBIENTE ESCOLAR”

O MELHOR DE CADA UM

 

O tema abaixo merece discussão aprofundada. Cabe “medir” o desempenho docente?

Por meio de e.mail, do dia 23/06/2015, recebemos de Paula Iliadis autorização da revista para publicar esta reportagem

REVISTA PESQUISA FAPESP

“O melhor de cada um

Departamento do Instituto de Química da USP desenvolve método para medir o desempenho de seus docentes

FABRÍCIO MARQUES/ pesquisa FAPESP

  1. 232 | JUNHO 2015

 

Mais de 70 docentes de um dos departamentos do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) foram submetidos recentemente a um processo de avaliação baseado em critérios como a produção científica, a capacidade individual de captar recursos para pesquisa, as orientações de alunos, supervisões de pós-doutorados e participações em bancas, além de atividades didáticas, administrativas, de cultura e de extensão em que se engajaram nos últimos cinco anos. O resultado da iniciativa é uma espécie de ranking (ver tabela), no qual os professores, todos eles vinculados ao Departamento de Química Fundamental do instituto, são identificados apenas por códigos. Seus nomes não são divulgados para o público externo – embora, dentro da instituição, a posição de todos seja mais ou menos conhecida. Nos últimos 10 anos, a avaliação foi realizada quatro vezes. Na mais recente, que tem dados de 2009 a 2014, os nove últimos docentes da lista, aqueles que tiveram as piores pontuações, foram convidados a participar de reuniões com o chefe do departamento, o professor Mauro Bertotti. Eles obtiveram um escore geral em torno de 2 pontos. A média do instituto foi de pouco mais de 6 pontos e o primeiro da lista ultrapassou os 15 pontos (ver tabela). “Reiteramos que não se tratava de punir ninguém e que o intuito da reunião era saber de que forma o departamento poderia ajudá-los a melhorar o desempenho”, conta Bertotti, que dividiu a tarefa em duas reuniões, uma com quatro professores e outra com os cinco restantes. Continue lendo “O MELHOR DE CADA UM”

USA: TESTES NÃO DIMINUEM DESIGUALDADE

 

Vale a pena acompanhar essa discussão. O Brasil precisa repensar a adoção dos testes padronizados. Têm servido a quê? Que contribuições têm trazido ao trabalho de sala de aula? O Distrito Federal não deve aderir a essa prática danosa aos estudantes e à escola como um todo.

 

“USA: testes não diminuem desigualdade

Publicado em 23/06/2015 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

Sessenta organizações educacionais e de direitos civis nos Estados Unidos enviam carta ao Senado americano.

“Nós, as organizações abaixo assinadas, nos opomos aos testes de alto impacto porque acreditamos que estes testes estão causando danos aos alunos, às escolas públicas e para a causa da equidade educacional. Os testes padronizados de alto impacto, em vez de reduzir o fosso de oportunidades, têm sido usados ​​para classificar, ordenar, etiquetar e punir os estudantes negros e latinos, e imigrantes recentes a este país.

Opomo-nos aos testes de alto impacto, porque:

Não há nenhuma evidência de que estes testes contribuam para a qualidade da educação, levem a uma maior equidade educacional em financiamento ou programas, ou ajudem a fechar as “lacunas de desempenho.” Continue lendo “USA: TESTES NÃO DIMINUEM DESIGUALDADE”

SÓ EDUCAÇÃO NÃO DÁ CONTA DE REDUZIR DESIGUALDADE , DIZEM ESPECIALISTAS

 

08/06/2015

http://temas.folha.uol.com.br/desigualdade-no-brasil/educacao/so-educacao-nao-da-conta

Só educação não dá conta de reduzir desigualdade, dizem especialistas

Zanone Fraissat/Folhapress

CAROLINA LINHARES PHILIPPE SCERB DA EDITORIA DE TREINAMENTO

A educação sempre aparece como remédio para os males do Brasil, principalmente a desigualdade social. Sem negar que mais anos de estudo melhoram a vida da população, especialistas começam, porém, a relativizar essa verdade absoluta.

“É interessante para a elite e para o governo tratar a educação como uma panaceia, porque se estabelece uma situação de inércia social. Um segmento que tem crescido muito é o de pessoas com ensino superior, que hoje supera 15% dos jovens, mas a desigualdade interna desse grupo é tremenda”, diz o economista Alexandre Barbosa, professor do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros) da USP. Para ele, a desigualdade no Brasil é estrutural e não será solucionada exclusivamente com mais investimentos em educação.

Barbosa mostra que a diferença de renda média do trabalho entre brasileiros com ensino médio e com ensino superior caiu de R$ 1.969,47 em 1995 para R$ 1.741,41 em 2009. Continue lendo “SÓ EDUCAÇÃO NÃO DÁ CONTA DE REDUZIR DESIGUALDADE , DIZEM ESPECIALISTAS”

ESCOLAS DO ESTADO DE SÃO PAULO E DA PREFEITURA DE SP TERÃO PROVAS BIMESTRAIS PADRONIZADAS

 

Escolas do Estado e da Prefeitura de SP terão provas bimestrais padronizadas

TODOS PELA EDUCAÇÃO 16 de junho de 2015

No Município, notas vão integrar boletim estudantil e serão devolvidas aos professores em 24h; na rede paulista, haverá ampliação do exame aplicado duas vezes ao ano

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)

 

O governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo vão reforçar o monitoramento dos Alunos de suas redes de Ensino e implementar modelos de provas bimestrais padronizadas para todas as Escolas. Nos dois projetos, o objetivo é proporcionar mais uma ferramenta pedagógica para o dia a dia de Professores e diretores com base no desempenho dos estudantes, mas as secretarias também poderão usar os dados para intervenções.

RelacionadasExcesso de provas tira tempo de Ensino e não garante melhoriasSite do MEC vai explicar resultados de avaliações

No Município, a avaliação começa na próxima semana e integra o projeto Mais Educação, que reformulou em 2013 o sistema educacional sob a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT). A prova bimestral padronizada obrigatória será de Português, Matemática e Ciências – na primeira edição, entretanto, Ciências não será incluída. Continue lendo “ESCOLAS DO ESTADO DE SÃO PAULO E DA PREFEITURA DE SP TERÃO PROVAS BIMESTRAIS PADRONIZADAS”