PISA: PESQUISADORES AO REDOR DO MUNDO REAGEM AO TESTE

 

PISA: pesquisadores ao redor do mundo reagem ao teste

Publicado em 13/05/2014 por Luiz Carlos de Freitas no Blog http://avaliacaoeducacional.com

Em carta ao Diretor do PISA da OCDE, publicada pelo The Guardian, mais de 80 pesquisadores ao redor do mundo expressam sua preocupação com o impacto dos testes do PISA nas redes de ensino. Entre eles o renomado estatístico britânico dos estudos multiníveis (HLM) Harvey Goldstein, a combativa americana Diane Ravitch, e os conhecidos Peter McLaren, Stephen J. Ball e Henry Giroux, para citar alguns. Veja lista completa abaixo.

Quanto mais será necessário para o Governo Dilma e o MEC entenderem que sua política de avaliação centrada em testes, conduzida pelo INEP, está equivocada?

Entre as razões para a preocupação os signatários incluem: Continue lendo “PISA: PESQUISADORES AO REDOR DO MUNDO REAGEM AO TESTE”

AVALIAÇÃO FORMATIVA E CULTURA DA ESCOLA: AS DIRETRIZES DE AVALIAÇÃO DA SEEDF

 

AVALIAÇÃO FORMATIVA E CULTURA DA ESCOLA: AS DIRETRIZES DE AVALIAÇÃO DA SEEDF

Por: Erisevelton Silva Lima

Doutor em Educação pela Universidade de Brasília – UnB

 

As escolas concretas, por sua vez, reconstroemse e reactualizamse quotidianamente pela acção  pedagógica  e  organizacional,  quer  na  forma  como  incorporam,  referenciam  ou  resistem  a  certas heranças simbólicas, representações sociais  e  “sedimentos  culturais”, quer na forma  como  encaram,  com maior ou menor  capacidade de iniciativa e  criatividade, os constrangimentos, dilemas e oportunidades, ou como assumem e concretizam novas missões e objectivos. (AFONSO, p.13, 2010).

 

Em Forquin (1993) pode-se compreender que a cultura escolar diz respeito às formas ou maneiras de a escola constituir-se ao longo dos tempos, as quais continuam, de maneira indelével, orientando a arquitetura, as práticas e as simbologias que nos fazem identificar, em qualquer lugar, o que é uma escola. Do mesmo autor é possível compreender que a cultura da escola é o processo complexo e muitas vezes objetivo e subjetivo pelo qual cada instituição se insere social, política, econômica e pedagogicamente no tempo histórico que ocupa. Portanto, diz respeito, igualmente, ao que anuncia a epígrafe de Afonso (2010) quando esclarece sobre a maneira própria com que cada escola segue, rejeita, acolhe e ou ressignifica suas demandas e desafios. Continue lendo “AVALIAÇÃO FORMATIVA E CULTURA DA ESCOLA: AS DIRETRIZES DE AVALIAÇÃO DA SEEDF”

GRANDES TESTES CORROMPERAM SISTEMA EDUCACIONAL TRADICIONAL

 

VALOR ECONÔMICO

23/03/2014

Grandes testes corromperam sistema educacional tradicional, diz Nobel

Por Luciano Máximo | Valor

BRASÍLIA – Ministros da Educação, formuladores de políticas públicas e especialistas em ensino de vários países se reúnem em São Paulo amanhã e terça-feira para ouvir o economista James Heckman, prêmio Nobel de Economia, falar sobre um tema que está no radar das políticas educacionais de governos do mundo inteiro: a importância de medir e avaliar habilidades não cognitivas ou socioemocionais – como liderança, abertura a novas experiências, otimismo, perseverança – e seus impactos na qualidade do ensino, usando modelagens econômicas e técnicas psicométricas.

No seminário “Educar para as competências do século XXI”, organizado pelo Ministério da Educação (MEC) e Instituto Ayrton Senna (IAS), Heckman e seu assistente na Universidade de Chicago Tim Kautz vão apresentar um trabalho acadêmico encomendado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que pretende mostrar que avaliações educacionais de larga escala, como o Pisa e a Prova Brasil, por exemplo, aplicadas hoje em vários países para medir a qualidade do ensino, têm um potencial limitado. Continue lendo “GRANDES TESTES CORROMPERAM SISTEMA EDUCACIONAL TRADICIONAL”

AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Erisevelton Silva Lima

Doutor em Educação pela Universidade de Brasília – UnB

 

A sociedade, de maneira geral, parece estar cada vez mais preocupada com a criança, contudo negligencia quanto ao espaço-tempo da infância. Se a primeira é biológica e diz respeito aos elementos da vida humana e de todos os efeitos intra e extracorpóreos, a segunda é fruto da construção social que é histórica e temporal. Para Tedesco (2001), a infância tem sido cada vez mais abreviada em razão da perda da ingenuidade, aponta elementos como a TV e a internet na aceleração desses processos. Por sua vez, cumpre esclarecer que a sociedade passou e passa por transformações que se tornam mais complexas na medida em que migramos de uma sociedade agrária para outra industrial e, não por acaso, transitamos na época atual pela denominada sociedade do conhecimento. De uma forma breve e contingencial tais mudanças se deram, sobretudo, no modo de produção e nas implicações sobre as interações humanas, modificadas drasticamente pelo valor dos produtos e dos serviços que impulsionam as economias. Nesse ínterim, famílias inteiras se transformaram por meio de uma metamorfose social a qual denomino de imperativo da adaptação ao consumo. Nossas crianças e suas parcas infâncias estão isoladas, ora pelo apelo consumista e normativo, ora pelas ausências dos seus familiares cada vez mais coagidos em nome de certo padrão de consumo. Discutir avaliação em meio a esse terreno requer parcimônia e tolerância quanto ao que ainda se compreende sobre o que é aprender, ensinar e avaliar, afinal não se pode separá-los. Continue lendo “AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL”

TESTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA SÃO DESPERDÍCIO DE DINHEIRO

 

Testes da educação básica são desperdício de dinheiro, diz educador americano

Por Priscilla Borges – iG Brasília | 16/03/2014 06:00

Para professor, melhor análise dos resultados evitaria que retorno fosse baixo em comparação à atual soma investida

Divulgação / Todos pela Educação

Lorin Anderson, professor da Universidade da Carolina do Sul: ‘Não podemos mais gastar tanto dinheiro com as avaliações para ela nos dar tão pouco em retorno’

As numerosas avaliações que medem o quanto crianças e adolescentes aprenderam na educação básica são hoje um desperdício. A ponderação feita por Lorin Anderson, professor emérito da Universidade da Carolina do Sul, nos EUA, também tem caráter provocativo. Estudioso do tema – é mestre em psicologia educacional e PhD em Medição, Avaliação e Análise Estatística –, ele diz que os países precisam usar os resultados dos testes para aprimorar a educação de fato. Continue lendo “TESTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA SÃO DESPERDÍCIO DE DINHEIRO”

INCOMPREENSÃO SOBRE PROGRESSÃO CONTINUADA

 

INCOMPREENSÃO SOBRE PROGRESSÃO CONTINUADA

Benigna Maria de Freitas Villas Boas

Publicado em http://gepa-avaliacaoeducacional.com.br

Circula em redes sociais a seguinte publicação:

“SEJA CONTRA A APROVAÇÃO AUTOMÁTICA

Conhecida como progressão continuada:

Facilita a aprovação de todos os alunos.

Desmerece os alunos que se esforçam.

Aprova aluno que não faz nada.

Estabelece impunidade aos bagunceiros.

Inutiliza o empenho dos professores.

Desmotiva o ambiente de aprendizagem.

Não cria exemplo à dura vida em sociedade.

Faz da escola ‘depósito’ ou ‘playground’.” Continue lendo “INCOMPREENSÃO SOBRE PROGRESSÃO CONTINUADA”

AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO: AINDA TEMOS UM LONGO CAMINHO PARA PERCORRER

 

AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO: AINDA TEMOS UM LONGO CAMINHO PARA PERCORRER

 Erisevelton Silva Lima – Doutor em Educação pela Universidade de Brasília – UnB

“Eu não tenho tempo de me ocupar com essa história de afetividade, dar retorno para cada aluno, fazer uma aula diferente, eu tenho que vencer meu conteúdo e só tenho cinquenta minutos para isso” (Relato de um docente).

 

O relato acima ocorreu durante reunião com um grupo de docentes da rede privada em encontro de formação continuada. Percebe-se, claramente, que o professor, além de revelar certa angústia e indignação com o contexto em que está inserido, ainda não percebeu que o conteúdo pelo conteúdo não fará o esperado “milagre” da aprendizagem sem mediação. Com todo respeito ao meu colega é possível apostarmos noutra lógica que não seja essa, especialmente porque temos que ficar atentos a questões bem específicas. A primeira delas é a que a avaliação não acelera processos, sejam eles quais forem, ela poderá qualificá-los se for bem conduzida e com fins formativos. A segunda é que a avaliação vai acontecer, queiramos ou não, o que é grave e comprometedor é que sem planejamento e intencionalidades bem definidas estamos sujeitos ao lado ruim da avaliação informal que separa, classifica e excluí. A terceira e, não menos importante que as demais, é quanto às estratégias de ensino. Anastasiou e Alves (2003) nos revelam que toda estratégia de ensino pode ser de aprendizagem e, fatalmente, será de avaliação, ao que elas denominaram de ensinagem. Não há ensino se não houver aprendizagem, mas há avaliação mesmo que as aprendizagens não ocorram. Afinal, é ela quem faz tal constatação, mesmo que vitimada por uma miopia conceitual grave, aquela que acredita que só é válida como avaliação os erros e acertos computados em um teste ou prova. Continue lendo “AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO: AINDA TEMOS UM LONGO CAMINHO PARA PERCORRER”

PARTICIPAÇÃO EM ATIVIDADE DO GRUPO DE PESQUISA AVALIAÇÃO EDUCACIONAL – GEPAE

 

PARTICIPAÇÃO EM ATIVIDADE DO GRUPO DE PESQUISA AVALIAÇÃO EDUCACIONAL – GEPAE

Benigna Maria de Freitas Villas Boas

Publicado em http://gepa-avaliacaoeducacional.com.br

No dia 20 de fevereiro de 2014 tive a honra de proferir a palestra de abertura do Projeto Vivências em formação continuada III: encontros e desencontros da avaliação educacional, na Universidade Federal de Uberlândia. Este grupo é coordenado pela professora doutora Olenir Mendes. A relevância desta atividade consiste em reunir professores e estudantes de cursos de graduação e pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia e professores e equipes gestoras das escolas de educação básica do município. Ações conjuntas da universidade e das escolas de educação básica concorrem para a formação de docentes capazes de trabalhar com competência. Nisso o GEPAE e o GEPA se aproximam: são dois grupos de estudos e pesquisas em avaliação que buscam o diálogo com as escolas. Continue lendo “PARTICIPAÇÃO EM ATIVIDADE DO GRUPO DE PESQUISA AVALIAÇÃO EDUCACIONAL – GEPAE”

INCOMPREENSÕES SOBRE A AVALIAÇÃO NOS CICLOS: ATÉ QUANDO?

 

Reportagem do G1 MT, de 19/02/2014 comenta que

Mãe pede para escola reprovar aluno de 10 anos que não sabe ler

Estudante de pedagogia diz que não quer que filho seja aprovado sem saber.
Direção de escola em Cuiabá alega que retenção não está prevista pelo ciclo.

Pollyana Araújo Do G1 MT

Entrada da Escola Estadual Malik
Didier (Foto: Jonathan Cosme/ TV Centro América)

Frequentar a escola regularmente para aprender a ler e a escrever não tem dado certo para um dos alunos da Escola Estadual Malik Didier Namer Zahafi, no Bairro Pedra 90, em Cuiabá. Uma estudante de pedagogia, mãe de um aluno de 10 anos, disse ter implorado para a direção da unidade de ensino reprová-lo. O menino está no quinto ano do ‘Ciclo de Formação Humana’, que corresponde à quarta série do ensino fundamental, mas não sabe ler, nem escrever. Continue lendo “INCOMPREENSÕES SOBRE A AVALIAÇÃO NOS CICLOS: ATÉ QUANDO?”

A MERITOCRACIA AVANÇA

 

PROGRAMA DE VALORIZAÇÃO DO MÉRITO NO ÂMBITO DAS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE TERESINA

A Lei nº 4.499, de 20 de dezembro de 2013, assinada pelo prefeito de Teresina e pelo Secretário Municipal de Governo, institui o Programa Valorização do Mérito. Todas as escolas do Ensino Fundamental Regular da Rede Municipal estarão automaticamente inscritas no programa, com exceção das que “não apresentarem nota no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB”. O programa tem por finalidade motivar os profissionais do magistério para a melhoria da prática docente, contribuir para a profissionalização do magistério e para a elevação do desempenho acadêmico dos alunos.

O programa prevê o enquadramento das escolas em 6 categorias definidas em função da nota do IDEB de 2011 e 2013.

Serão pagos bônus aos profissionais da escolas (diretor, vice-diretor, professores no exercício da docência e pedagogos) no valor anual de até R$9.000,00.