A quem interessa o desmantelamento da Universidade Pública?

A quem interessa o desmantelamento da Universidade Pública?

Profa. Dra. Sílvia Lúcia Soares

A crise na educação não é uma crise, mas um projeto das elites, afirmou Darcy Ribeiro, antropólogo, escritor e político, em 1977, em uma palestra por ele intitulada: “Sobre o óbvio”, proferida na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC.  Para ele a universidade é o pilar da formação humana e constitui-se em lócus do intelectual público, de grande importância no processo historio-evolutivo de uma sociedade. É, portanto, um local de excelência de produção e difusão do conhecimento científico.

Retrocessos ocorrem em relação a essa concepção ampla da universidade. Infelizmente, no cenário das políticas atuais, não é dessa forma que ela tem sido compreendida, percebida e tratada.  Pelo contrário, tem sido maltratada, paulatinamente desmantelada e bombardeada por críticas infundadas e tendenciosas que buscam desmerecê-la como patrimônio do espaço público de formação. Continue lendo “A quem interessa o desmantelamento da Universidade Pública?”

 

Democracia e gestão compartilhada: Quem governa sou eu!

Democracia e gestão compartilhada: Quem governa sou eu!

Profa. Dra. Sílvia Lúcia Soares

Encabula-me a concepção de democracia presente no discurso e nas ações políticas de Ibaneis Rocha (MDB), atual governador do Distrito Federal. Recentemente, mais precisamente, no dia 17/08/2019, ocorreu uma consulta à comunidade a respeito da implantação da gestão compartilhada com a Polícia Militar em 5  escolas públicas do DF. Entre essas escolas, três optaram pela mudança (CEF 1 do Núcleo Bandeirante, CED 1 do Itapoã e CEF 19 de Taguatinga) e duas a rejeitaram (CEF 407 de Samambaia e Gisno, na Asa Norte).

No entanto, apesar do resultado, Ibaneis Rocha decidiu, assim mesmo, implantar ação da gestão compartilhada nas duas escolas que a rejeitaram, alegando que a votação teve efeito apenas consultivo e não vinculante. Fica aqui a indagação: Se o resultado não seria considerado, qual o motivo da consulta? Continue lendo “Democracia e gestão compartilhada: Quem governa sou eu!”

 

Lançamento do livro Conversas sobre avaliação na EAPE

 

 

Lançamento do livro Conversas sobre avaliação na EAPE

O GEPA lançará o livro Conversas sobre avaliação, escrito por alguns dos seus integrantes, na EAPE, no dia 13/09/19, às 9h. Como as conversas que compõem o livro resultam das diversas atividades que o grupo desenvolve, o lançamento será feito por meio de conversas com os formadores da EAPE e outros educadores interessados. O evento ocorrerá na EAPE, por ser o setor da SEEDF que reúne os responsáveis pela formação continuada dos professores, em nível central.

 

Evento discutiu Avaliação Educacional Brasileira

 

Evento discutiu Avaliação Educacional Brasileira

Cristhian Spindola Ferreira

            No período de 28 a 30 de agosto de 2019 foi realizada a X Reunião da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (ABAVE) com o tema Avaliação educacional no Brasil: o desafio da qualidade que objetivou atualizar o debate da qualidade na Educação Básica e Superior, tendo como foco as discussões em três eixos: as relações entre currículo e avaliação, por meio do debate acerca das implicações da BNCC, recém-aprovada, para as avaliações em larga escala; a qualidade da educação profissional e os desafios de qualidade postos ao Ensino Superior no Brasil. Continue lendo “Evento discutiu Avaliação Educacional Brasileira”

 

Contribuições da dissertação “Autoavaliação na educação de jovens e adultos em uma escola pública do Paranoá-Distrito Federal: diferentes concepções que se entrecruzam”

Contribuições da dissertação “Autoavaliação na educação de jovens e adultos em uma escola pública do Paranoá-Distrito Federal: diferentes concepções que se entrecruzam”

Autora: LOPES, Reijane da Silva, 2019. 186 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de Brasília, Brasília, 2019.

Benigna Villas Boas

Leda R. Bitencourt da Silva

 

O estudo de Reijane analisou as contribuições da autoavaliação para o desenvolvimento das aprendizagens de estudantes da terceira etapa do primeiro segmento da Educação de Jovens e Adultos – EJA – em uma escola pública do DF. Para isso ela analisou o processo avaliativo em uma turma da EJA na Escola Carandá-Guaçu (nome fictício da instituição), desenvolveu atividades de autoavaliação com os educandos, quando discutiu com eles como percebiam o avanço de suas aprendizagens.

Várias contribuições são oferecidas pela pesquisa realizada por Reijane. Uma delas é ter sido desenvolvida na EJA, etapa que ainda não recebe o apoio de que necessita e que requer muita dedicação dos educadores. Alia-se a isso o fato de a autoavaliação ter sido o foco do estudo, recurso avaliativo com potencial para auxiliar os estudantes da EJA a compreenderem o processo de aprendizagem que estão construindo e buscarem os meios de cobrarem seu direito de aprender. Continue lendo “Contribuições da dissertação “Autoavaliação na educação de jovens e adultos em uma escola pública do Paranoá-Distrito Federal: diferentes concepções que se entrecruzam””

 

DEMOCRACIA CONDICIONADA E DITADURA: MAIS DO MESMO?

DEMOCRACIA CONDICIONADA E DITADURA:

MAIS DO MESMO?

Enílvia Rocha Morato Soares

Após 20 anos de ditadura militar, o Brasil recuperou, em 1984, o direito de viver democraticamente. A Constituição Federal promulgada em 1988 contempla, entre outras coisas, a liberdade de expressão. É certo que a oficialização de leis, por si só, não garante a instituição automática e adequada de seu conteúdo. Por esse motivo, desde esse período temos exercido os direitos (re)conquistados com erros e acertos que nos trazem consequências proveitosas ou não.

Com o direito de expressar nossas opiniões e desejos por meio do voto não acontece diferente.  Muito temos aprendido por meio da participação em eleições livres, inclusive a não incidir em novos erros. Isso implica dizer que o exercício da democracia demanda aprendizagens construídas de diferentes formas, entre elas, por meio das consequências de nossas escolhas. A despeito de termos a democracia assegurada por lei, o que já garante que as vontades expressas por meio do voto devem ser acatadas, esse é um forte argumento em defesa do respeito às preferências manifestas pelos indivíduos que são ou serão afetados pelos desdobramentos desse processo. Continue lendo “DEMOCRACIA CONDICIONADA E DITADURA: MAIS DO MESMO?”

 

MEC quer dar bônus a faculdade privada que emprestar espaço para escola pública

JC Notícias – 16/08/2019

MEC quer dar bônus a faculdade privada que emprestar espaço para escola pública

Novo programa vai prever atividades no contraturno do ensino médio e fundamental; secretário da pasta foi vaiado ao citar projeto de colégios cívico-militares

O Mais Educação, uma das principais ações do Ministério da Educação (MEC) para financiar o ensino em tempo integral na rede pública, será encerrado para dar lugar a um novo programa, que prevê parceria com faculdades públicas e privadas na oferta de atividades no contraturno. Para estimular a participação, a pasta vai pagar um “bônus regulatório” – acréscimo na nota da avaliação das faculdades feita pelo próprio MEC. A ideia é aproveitar a estrutura das faculdades, como laboratórios e salas de informática.

“Vamos descontinuar o Mais Educação porque não queremos mais financiar os municípios apenas para que contratem alguém que vai dar atividades para aumentar o tempo do aluno na escola, sem sabermos se as atividades estão ligadas à grade curricular”, disse Jânio Macedo, secretário de Educação Básica do MEC, nesta quarta-feira, 14, no 17º Fórum Nacional da União dos Dirigentes Municipais de Ensino (Undime), que reúne secretários municipais de educação de todo o País.

Leia na íntegra: O Estado de S. Paulo

O Estado de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.

 

Alfabetização e a cartilha da discórdia

 

Alfabetização e a cartilha da discórdia

por Luiz Carlos de Freitas, no blog do Freitas

Os liberais continuam “surpresos”. Mascarado de evidência empírica decisiva, o método fônico emerge como o único método de alfabetização a ser implementado pelo MEC. Como sabemos, evidências empíricas sólidas incluem a análise das evidências empíricas contrárias, as quais são, no decorrer da análise debatidas e eventualmente negadas. Nada disso acontece nas ditas “evidências” do método […]

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Luiz Carlos de Freitas | 16/08/2019 às 11:10 AM | Categorias: Assuntos gerais, Weintraub no Ministério | URL: https://wp.me/p2YYSH-6YO

 

Eu avalio, você avalia, todos avaliam

 Eu avalio, você avalia, todos avaliam   

Enílvia R. Morato Soares

Quando convidados a registrar em fichas de papel as marcas deixadas pela avaliação no decorrer da vida pessoal e acadêmica, professores do Instituto Federal de Goiás – Campus Inhumas – se expressaram por meio da imagem acima.

Chama a atenção o predomínio de sentimentos negativos associados à avaliação. O uso de expressões como: frustração, ansiedade, angústia, tensão, suor frio, preocupação, filme de terror, apatia, decepção, inferioridade, competição e cansaço ilustram o quanto a prática avaliativa se articula muito mais ao medo das decisões que a partir dela decorrem, do que aos progressos que poderiam/deveriam, por meio dela serem promovidos.

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