Entidades alertam sobre escolas cívico-militares

 

Entidades alertam sobre escolas cívico-militares

por Luiz Carlos de Freitas

Nota das entidades nacionais sobre a adoção do modelo de Escolas Cívico-Militares Baixe aqui. O governo federal, por meio do Decreto n. 9.465/2019, propôs uma alteração na estrutura organizacional do Ministério da Educação (MEC) e criou a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares, vinculada à Secretaria de Educação Básica. Essa Subsecretaria assume a função de […]

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Luiz Carlos de Freitas | 11/02/2019 às 2:14 PM | Tags: “Nova” Direita, Resistência, Segregação | Categorias: Segregação/exclusão, Velez no Ministério | URL: https://wp.me/p2YYSH-6N0

 

Artigos: dossiê homeschooling

 

Artigos: Dossiê homeschooling

por Luiz Carlos de Freitas

Importante Dossiê da revista Pro-posições da Faculdade de Educação da UNICAMP discute a questão do homeschooling. Dossiê: Homeschooling e o direito à educação Dossier: Homeschoolig and the right to education · Apresentação do Dossiê: Homeschooling e o Direito à Educação Luciane Muniz Ribeiro Barbosa (Universidade Estadual de Campinas, Brasil) Romualdo Luiz Portela de Oliveira (Universidade […]

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Luiz Carlos de Freitas | 05/02/2019 às 7:17 AM | Tags: Indicações de Leitura, Resistência, Segregação | Categorias: Homeschooling, Links para pesquisas | URL: https://wp.me/p2YYSH-6MF

 

Fechar escolas melhora a educação?

 

Fechar escolas melhora a educação?

por Luiz Carlos de Freitas

Parece incrível que tenhamos que discutir isso, mas a visão economicista na educação é movida a uma fé na economia de recursos como forma de potencializar a qualidade da educação. Segundo esta visão, o que precisamos é “otimizar” gastos. Ninguém é contra gastar adequadamente, mas o estudo divulgado abaixo mostra o que pode acontecer com […]

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Luiz Carlos de Freitas | 04/02/2019 às 9:26 AM | Tags: Indicações de Leitura, Revisões NEPC | Categorias: Links para pesquisas | URL: https://wp.me/p2YYSH-6Mj

 

Pesquisa mostra redução de desigualdades no ensino superior no Brasil

JC Notícias – 01/02/2019

Pesquisa mostra redução de desigualdades no ensino superior no Brasil

Estudo foi elaborado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas em Democracia da PUCRS

Nas últimas duas décadas, o Brasil apresentou um novo ciclo de expansão da rede de ensino superior, além de iniciativas e políticas públicas visando a redução das desigualdades de acesso. A taxa líquida de matrículas neste nível de ensino, que, em 1995, era de 5,8%, em 2015, chegou a 18,1%. Segundo o estudo, a origem social dos jovens, apesar de ainda exercer forte efeito sobre as chances de ingresso no ensino superior no país, teve sua relevância reduzida nas últimas décadas. Estes são uns dos apontamentos desenvolvidos por pesquisadores do Centro Brasileiro de Pesquisas em Democracia (CBPD-PUCRS), coordenado pelo professor do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade, André Salata. O estudo completo, que foi realizado em parceria com a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL), pode ser visto neste link, além do material de divulgação.

A pesquisa teve como objetivo analisar o processo de expansão e, também, da ação de políticas públicas para identificar uma redução das desigualdades de acesso ao ensino superior no país. Especificamente, estudou os efeitos da classe de origem sobre as chances de acesso a este nível de ensino, assim como sobre a qualidade deste acesso, se por meio da rede pública ou privada, nos últimos anos. Para isso, foram utilizados dados da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (PNAD-IBGE) para os anos de 1995, 2005 e 2015, que foram analisados por meio modelos estatísticos multivariados.

Conforme aponta a pesquisa, tomando como referência o período 1995 a 2015, os pesquisadores verificaram que a expansão foi acompanhada da democratização do acesso, sendo que a principal barreira ainda se encontra na conclusão dos níveis precedentes de ensino. “Houve uma acentuada redução do efeito de classe sobre a chance de alcançar o ensino superior, que parece estar mais atrelada à democratização do aceso aos níveis anteriores de ensino do que ao ensino superior em si mesmo. À diminuição das desigualdades de acesso, se contrapõe uma possível elevação das desigualdades horizontais dentro do próprio ensino superior, em especial no que se refere à segmentação entre instituições públicas e privadas”, frisa Salata.

Qualificação e mercado de trabalho

O ingresso e conclusão do ensino superior se consolidou, nas últimas décadas, como um dos principais meios os quais os estratos mais elevados da sociedade brasileira garantem o acesso, ao indivíduo e aos seus filhos, às posições sociais mais valorizadas e bem remuneradas.

“O prêmio obtido no mercado de trabalho por aqueles que possuem ensino superior completo se mostra de grande magnitude, e presta importante contribuição para a explicação das enormes desigualdades de rendimento no país. Assim, conseguir ou não ter acesso ao ensino superior é, no Brasil, um elemento marcante no processo de reprodução das desigualdades”, destaca o professor.

Forma de análise da pesquisa

O estudo selecionou apenas jovens entre 18 a 24 anos (idade esperada parar cursar o ensino Superior) e relacionou, por meio de modelos estatísticos, a origem social dos jovens com as chances de acesso ao Ensino Superior. A origem social dos mesmos foi mensurada considerando as informações ocupacionais do chefe do domicílio onde residia, classificada em categorias acesso ao ensino superior. Estas foram separadas por: Proprietários empregadores, administradores e profissionais de nível superior (Profissionais, Administradores e Gerentes e Proprietários Empregadores); Empregadores e Trabalhadores (Empregados não-manuais de rotina, Trabalhadores conta-própria, Manuais Qualificados e Manuais Não-Qualificados) e Rurais (Empregadores e Trabalhadores).

Chances de acesso ao estudo

Para facilitar a leitura dos resultados obtidos por meio dos modelos estatísticos, os pesquisadores elaboraram comparações de casos hipotéticos.

Rodrigo e Pedro são dois jovens, ambos têm idade entre 18 e 24 anos, moram na mesma região geográfica, em uma cidade com porte similar e em famílias com estrutura semelhante. Enquanto Rodrigo é filho de profissionais, Pedro é filho de trabalhadores manuais. Confira os resultados:

Em 1995, Rodrigo teria chances 35 vezes maiores que as de Pedro de ter acessado o ensino superior.

Se Rodrigo e Pedro tivessem nascido dez anos mais tarde, no ano de 2005, quando estivesse naquela mesma faixa etária (18 a 24 anos) Rodrigo teria chances 19 vezes maiores que as de Pedro de ter acessado o ensino superior.

Caso Rodrigo e Pedro tivessem nascido vinte anos mais tarde, no ano de 2015, quando estivesse naquela mesma faixa etária (18 a 24 anos) Rodrigo teria chances nove vezes maiores que as de Pedro de ter acessado o ensino superior.

Redução das desigualdades

Ana e Marcela são duas jovens com idades entre 18 e 24 anos, moram na mesma região geográfica, em uma cidade com porte similar e em famílias com estrutura semelhante. Ambas concluíram o ensino médio. Ana é filha de Proprietários Empregadores, Marcela é filha de Trabalhadores Manuais Não Qualificados. Como tanto Ana quanto Marcela concluíram o ensino médio, tratamos aqui somente da barreira que separa o ensino médio do superior. Veja:

Em 1995, Ana teria chances seis vezes maiores que as de Marcela de ter acessado o ensino Superior.

Caso Ana e Marcela tivessem nascido dez anos mais tarde, no ano de 2005, quando estivesse naquela mesma faixa etária (18 a 24 anos) Ana teria chances oito vezes maiores que as de Marcela de ter acessado o ensino superior.

Se Ana e Marcela tivessem nascido vinte anos mais tarde, no ano de 2015, quando estivesse naquela mesma faixa etária Ana teria chances quatro vezes maiores que as de Marcela de ter acessado o ensino superior.

Barreira que separa o ensino médio do superior

No caso de Paulo e Gustavo, ambos têm idade entre 18 e 24 anos, moram na mesma região geográfica, em uma cidade com porte similar e em famílias com estrutura semelhante. Ambos ingressaram no ensino superior. Confira:

Rodrigo e Pedro são dois jovens, ambos têm idade entre 18 e 24 anos, moram na mesma região geográfica, em uma cidade com porte similar e em famílias com estrutura semelhante. Enquanto Rodrigo é filho de profissionais, Pedro é filho de trabalhadores manuais. Confira os resultados:

Se Paulo e Gustavo tivessem nascido dez anos mais tarde, no ano de 2015, quando estivesse naquela mesma faixa etária (18 a 24 anos) Paulo teria chances 88% maiores que as de Gustavo de ter acessado o ensino Superior em uma Instituição Pública (em vez de privada).

Conclusões gerais

“Seja considerando especificamente a passagem do ensino médio ao superior na última década, ou então a relação não condicional entre origem social e ingresso no ensino superior, podemos afirmar que a sociedade brasileira se tornou mais fluída e democrática”, enfatiza Salata. Ainda, segundo o professor, é preciso considerar que o peso da origem social sobre as chances de os jovens ingressarem no ensino superior (condicional ou não à conclusão do ensino médio) ainda é muito marcante. Jovens provenientes de famílias de classes mais altas, com maior acúmulo de capital econômico e, principalmente, cultural, ainda hoje possuem chances muito mais altas de atingir aquele nível de ensino do que jovens de classes trabalhadoras.

Portanto, os resultados alcançados tornam evidente um cenário onde padrões positivos e negativos se entrelaçam. Os efeitos ainda muito relevantes e agudos da origem social para o acesso ao ensino superior – condicional ou não à conclusão do ensino médio -, foram reduzidos nos últimos anos. Entretanto, é possível que essas desigualdades verticais venham a somar-se, cada vez mais, desigualdades horizontais dentro do sistema de ensino, sobre o tipo ou a qualidade daquele acesso. “Não obstante, em relação ao acesso ao ensino superior, a sociedade brasileira de hoje se mostra mais democrática e aberta que aquela de duas décadas atrás, apesar das enormes desigualdades que ainda persistem”, ressalva.

 

Ascom – PUCRS

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Alfabetização: manifestação da ABAlf ao Ministro

 

Alfabetização: manifestação da ABAlf ao Ministro

por Luiz Carlos de Freitas

Mais de 100 entidades educacionais apoiam a manifestação da Associação Brasileira de Alfabetização ao Ministro da Educação sobre a política de alfabetização. MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALFABETIZAÇÃO (ABAlf) E OUTRAS ENTIDADES AO MINISTRO DA EDUCAÇÃO Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação, A Associação Brasileira de Alfabetização, fundada em 2012, é uma organização que tem […]

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Luiz Carlos de Freitas | 28/01/2019 às 2:07 PM | Tags: Resistência | Categorias: Assuntos gerais, Velez no Ministério | URL: https://wp.me/p2YYSH-6LM

 

Conservadores e neoliberais se encontram no homeshooling

 

Conservadores e neoliberais se encontram no homeschooling

por Luiz Carlos de Freitas, no blog do Freitas – 27/01/2019

O homeschooling – ou ensino em casa – é mais uma manifestação da articulação liberal/conservadora que, sob hegemonia neoliberal, insere-se nas políticas de eliminação progressiva do Estado (restringindo sua ação ao aparato repressivo). O homeschooling conversa tanto com o liberalismo de segunda geração – ou neoliberalismo – o qual se autodeclara “libertário”, ou seja, anti-estatal, […]

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Luiz Carlos de Freitas | 27/01/2019 às 10:23 PM | Tags: “Nova” Direita | Categorias: Escolas Charters, Homeschooling, Meritocracia, Privatização, Segregação/exclusão, Velez no Ministério, Vouchers | URL: https://wp.me/p2YYSH-6Ls

 

O mercado por trás do homeshooling

 

O mercado por trás do homeschooling

por Luiz Carlos de Freitas

Escondido na ideia da “autonomia da família”, o mercado se prepara para faturar com o homeschooling e também incentivar a “uberização” da profissão de professor. O  assunto é novo mas já tem sido objeto de estudo. Abaixo segue link que dá acesso a artigo de Theresa Adrião e Teise Garcia: “Educação a domicílio: O mercado bate […]

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Luiz Carlos de Freitas | 25/01/2019 às 10:54 AM | Categorias: Homeschooling, Links para pesquisas, Privatização | URL: https://wp.me/p2YYSH-6Li

 

Homeschooling virá por MP

 

Homeschooling virá por MP

por Luiz Carlos de Freitas

O governo decidiu regulamentar o ensino em casa (homeschooling) através de Medida Provisória. O STF – Supremo Tribunal Federal – havia dado parecer contrário à medida, mas deixou aberta a possibilidade de ele viesse a ser regulamentado, conforme comentamos aqui. O governo vai aproveitar esta brecha e regulamentar através de MP. A MP está entre […]

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Luiz Carlos de Freitas | 23/01/2019 às 6:22 PM | Tags: Direto do fundo do poço | Categorias: Assuntos gerais, Privatização | URL: https://wp.me/p2YYSH-6L8

 

Projeto ensina física moderna a professores da rede pública que lutam contra a falta de estrutura

Experiência fantástica para esses professores. Contudo, só a formação continuada não basta. As escolas precisam de condições que garantam a sua implementação. Os professores buscam aprimorar sua formação, mas seu trabalho não é valorizado nem seu local de trabalho contribui para manter seu entusiamo pela profissão.

JC Notícias – 21/01/2019

Projeto ensina física moderna a professores da rede pública que lutam contra a falta de estrutura

Docentes de 16 estados e do DF fizeram uma imersão no Centro Nacional de Pesquisas de Energias e Materiais, em Campinas (SP), para levar ideias às salas de aula de ciências

Escolas sem infraestrutura, ausência de laboratórios, falta de energia e pouco interesse dos alunos. A lista de problemas é extensa e comum a realidade de vários professores da rede pública que tiveram a chance de conhecer de perto estruturas científicas que só tinham visto em filmes. Por uma semana, docentes de 16 estados e do Distrito Federal fizeram uma imersão no Centro Nacional de Pesquisas de Energias e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), com o objetivo de levar ideias da física moderna às salas de aula onde atuam.

“Isso aqui é um grande incentivador para que os professores continuem na luta pela educação, nossa bandeira é educação. Venho de um estado isolado, onde não tem energia (…). Isso aqui para meus alunos e professores é um grande presente”, afirma Dulce Andréa Uchôa de Oliveira, de Boa Vista (RR).

Leia na íntegra: G1

 

Apologia do desastre

JC Notícias – 21/01/2019

Apologia do desastre

“Desde o início do século passado, nossos principais indicadores educacionais contam uma história de melhoria constante, mas em ritmo insuficiente. Negar que os avanços ocorreram em nada contribui para o diagnóstico do muito que ainda precisa ser feito”

Pior do que está, não fica. O quadro atual da educação brasileira é tão desastroso que qualquer mudança deve ser celebrada, pois, na pior das hipóteses, ao menos estaríamos tentando algo novo. Esse foi o argumento utilizado por alguns leitores após minha coluna da semana passada, em que critiquei a inexperiência de parte da nova equipe do MEC. É um pensamento que se assemelha à ladainha do “nunca antes na história desse país”, repetida à exaustão pelo ex-presidente Lula, mas usada agora com sinal invertido.

O problema principal dessa narrativa é que ela não corresponde aos fatos. No início da década de 80, o IBGE mostrava que 21% dos adultos brasileiros eram analfabetos e 35% das crianças e jovens de 4 a 17 anos estavam fora da escola. Em 2017, esses percentuais caíram, respectivamente, para 7% e 4%.

Leia na íntegra: O Globo

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