Como aumentar o impacto de artigos científicos

Jornal da Ciência

15/09/2017

Como aumentar o impacto de artigos científicos

Cooperação internacional, originalidade, ousadia, debate entre pares e cuidado com a estatística foram algumas questões levantadas em simpósio sobre publicações

A área da educação precisa refletir seriamente sobre o impacto das suas pesquisas. Estão contribuindo para quê? Pesquisar “mais do mesmo” tem sido a tônica. O uso incorreto do português também tem sido observado. O artigo abaixo traz contribuições importantes.

“O número de artigos publicados por pesquisadores brasileiros cresceu muito nos últimos 20 anos. Porém, o impacto dessas pesquisas não acompanhou o mesmo crescimento. Para pensar em maneiras de reverter o cenário, especialistas se reuniram no 1st Symposium on High Impact Publications, no Instituto Butantan. O evento, dia 1º de setembro, teve o intuito de debater estratégias para que a ciência praticada no País conquiste mais relevância.

“Em 20 anos tivemos pouca evolução de impacto e os problemas estão em todas as áreas. É verdade que algumas conquistaram mais espaço, como é o caso de Clínica Médica e Física. No entanto, o fato é que, na média, nunca o impacto dos artigos brasileiros foi maior do que a média do impacto mundial”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. Continue lendo “Como aumentar o impacto de artigos científicos”

 

A formação de professores na universidade laica

Jornal da Ciência, 13/09/2017

A formação de professores na universidade laica

Artigo de Luiz Antônio Cunha, professor da UFRJ e coordenador do Grupo de Trabalho Estado Laico da SBPC

Neste mês de setembro o Supremo Tribunal Federal deve decidir sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.439, que trata sobre o ensino religioso nas escolas públicas: confessional ou não confessional, além de questões correlatas arguídas pela Procuradoria Geral da República. Entre elas está a diretriz da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que qualificou o ensino religioso nas escolas públicas como “parte integrante da formação básica do cidadão”, apesar de ser disciplina facultativa. Aí está mais uma razão para lembrar da mesa redonda sobre “A formação de professores na universidade laica”, realizada durante a 69ª Reunião Anual da SBPC, em Belo Horizonte, há dois meses.

Coordenada pelo professor da UFMG José Raimundo Maia Neto, a mesa foi composta pelos professores Carlos Roberto Jamil Cury da UFMG e da PUC-Minas (recém-eleito vice-presidente da SBPC), Lygia Segala da UFF, e Luís Fernando Dorvillé da UERJ. Continue lendo “A formação de professores na universidade laica”

 

Relembrando Enguita

Relembrando Enguita

Em seu livro “A face oculta da escola: educação e trabalho no capitalismo”, da editora Artes Médicas, 1989, na p. 203, Enguita escreve:

“A escola é um lugar no qual as crianças e jovens são constantemente avaliados por outras pessoas: ao final de seus estudos, de cada nível educacional, de cada ano escolar, de cada semestre, de cada mês … A avaliação é, de fato, um mecanismo onipresente na cotidianeidade das salas de aula, pois tem lugar formal ou informalmente – mas sempre com efeitos – cada vez que o aluno responde ou deixa de responder uma pergunta do professor, mostra-lhe seu trabalho ou torna visível seu comportamento, além da lista interminável de exercícios, provas testes e outros dispositivos específicos para esse fim”. Continue lendo “Relembrando Enguita”

 

A reforma do ensino médio como uma nova forma de exclusão

A reforma do ensino médio como uma nova forma de exclusão

Em seu blog, Luiz Carlos de Freitas publica, no dia 10/09/2017, texto com o título de “novo médio, nova exclusão”. Argumenta que

“o novo ensino médio é um passo decisivo na direção da implantação de uma nova forma de exclusão por dentro do próprio sistema educacional: os itinerários diferenciados cumprirão este papel de separar “o joio do trigo”. A exclusão por dentro é um “adiamento da eliminação” que ocorria nas formas anteriores de exclusão. Elas agora serão atualizadas para as novas funcionalidades do sistema social através de áreas de formação que antecipam, em alguns casos, a profissionalização”.

O autor considera que a educação básica é destinada à educação geral e não à antecipação da formação técnica e profissional. A ideia de que os estudantes poderão escolher seus itinerários formativos durante o ensino médio poderá causar muita frustração porque, para que isso ocorra, os sistemas de ensino e as escolas terão de contar com excelentes condições de trabalho e professores em número suficiente e muito bem formados. Quando isso será possível?

Para ler o texto inteiro clique aqui

https://avaliacaoeducacional.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Processo seletivo diferenciado para acesso de professores da rede pública a cursos de licenciatura

Processo seletivo diferenciado para acesso de professores da rede pública a cursos de licenciatura

O Diário Oficial da União publicou no dia 30/08/2017 a Lei nº 13.478, de 30 de agosto de 2017, que altera a Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996, para estabelecer direito de acesso aos profissionais de magistério a cursos de formação de professores, por meio de processo seletivo diferenciado.

Eis íntegra da Lei:

Art. 1º Esta Lei estabelece o direito de ingresso de profissionais do magistério a cursos de formação de professores, em nível de graduação, por meio de processo seletivo especial. Art. 2º. A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), passa a vigorar acrescida do seguinte art. 62-B:

“Art. 62-B. O acesso de professores das redes públicas de educação básica a cursos superiores de pedagogia e licenciatura será efetivado por meio de processo seletivo diferenciado.

  • § 1º. Terão direito de pleitear o acesso previsto no caput deste artigo os professores das redes públicas municipais, estaduais e federal que ingressaram por concurso público, tenham pelo menos três anos de exercício da profissão e não sejam portadores de diploma de graduação.
  • § 2º. As instituições de ensino responsáveis pela oferta de cursos de pedagogia e outras licenciaturas definirão critérios adicionais de seleção sempre que acorrerem aos certames interessados em número superior ao de vagas disponíveis para os respectivos cursos.
  • § 3º. Sem prejuízo dos concursos seletivos a serem definidos em regulamento pelas universidades, terão prioridade de ingresso os professores que optarem por cursos de licenciatura em matemática, física, química, biologia e língua portuguesa.”

 

 

 

BULLYING E AS PRÁTICAS AVALIATIVAS INFORMAIS

 

BULLYING E AS PRÁTICAS AVALIATIVAS INFORMAIS

Profa. Dra. Georgyanna Andréa Silva Morais

Profa. da Universidade Estadual do Maranhão, campus de Caxias

Integrante do GEPA

 

Em geral, concebemos como práticas avaliativas apenas aquelas realizadas por meio dos instrumentos avaliativos que resultam em notas aprovativas ou não, demarcando a condição de aprovado/reprovado no contexto escolar. Essas práticas são comuns e baseiam-se na avaliação formal, que consiste na realização de atividades avaliativas por meio dos instrumentos tradicionais, sobretudo a prova.

No entanto, embora muitas vezes não tenhamos clareza, realizamos cotidianamente práticas avaliativas informais, no geral não planejadas. Tais práticas de avaliação informal são realizadas não somente na relação professor x aluno, mas ocorrem no contexto escolar, na interação dos diferentes sujeitos que ali convivem: aluno x professor, aluno x aluno, etc.

As práticas de avaliação podem potencializar o encorajamento dos estudantes quando empregadas de maneira formativa, conduzindo-os à reflexão e à autoavaliação, tão necessárias a novas aprendizagens. Por outro lado, tais práticas avaliativas podem configurar-se punitivas e pejorativas quando utilizadas para expor as fragilidades dos alunos, promovendo assim o desencorajamento do percurso formativo, imprimindo aos alunos, dentre outros sentimentos, o de incapacidade para aprender.

Umas das práticas informais de avaliação comumente realizadas na escola é o bullying. Sim, o bullying! Continue lendo “BULLYING E AS PRÁTICAS AVALIATIVAS INFORMAIS”

 

USA: boicote aos testes tem sucesso novamente

USA: boicote aos testes tem sucesso novamente

Publicado em 27/08/2017 por Luiz Carlos de Freitas no blog do Freitas

“Mais de 225 mil pais de estudantes do estado americano de Nova York determinaram às escolas que não submetam seus filhos a testes de larga escala do estado. É o terceiro ano que o Movimento Opt Out é bem sucedido. O movimento é uma criação da resistência organizada aos testes que cresce nos Estados Unidos. São 50 grupos de pais de estudantes e educadores organizados no Estado sob a sigla de NYS Allies for Public Education (NYSAPE). Além dos movimentos estaduais, há também um movimento nacional. Continue lendo “USA: boicote aos testes tem sucesso novamente”

 

Sonho destruído pela ditadura militar: “trabalho pioneiro, dinâmico e de excelente nível pedagógico”

Sonho destruído pela ditadura militar: “trabalho pioneiro, dinâmico e de excelente nível pedagógico”

Boletim histórico CASEB 1960-1990

No Boletim Histórico CASEB 1960-1990, de maio de 1990, quando a CASEB completou 30 anos, em sua abertura, Armando Hildebrand, que foi diretor executivo desse órgão, escreveu sobre a orientação do ensino e os professores:

“Orientação do ensino – Orientação pedagógica e didática moderna, que assegurou educação integrada, democrática, criativa e dinâmica dos jovens, abrangendo atividades que asseguravam aprendizagem intelectual, desenvolvimento cultural, social, físico e profissional. Era preocupação do currículo e dos professores a formação de hábitos de trabalho individual e coletivo e de desenvolvimento de valores adequados à sociedade brasileira moderna, confiante e afirmativa que se estava criando no Planalto Central. Jovens provindos de todo o país iriam encontrar-se nas escolas do Plano Piloto e de algumas cidades-satélites em franco processo de construção e desenvolvimento. As escolas de Brasília representavam um verdadeiro cadinho de aculturação de uma juventude que passaria a formar o Brasil novo, que se buscava construir no Planalto”. Continue lendo “Sonho destruído pela ditadura militar: “trabalho pioneiro, dinâmico e de excelente nível pedagógico””

 

Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Desafios Aparentes, Desafios Reais

Centro de referência em educação integral

Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Desafios Aparentes, Desafios Reais

Thaís Paiva – 22/08/2017

A Universidade de São Paulo (USP) ganhou um grupo de estudos dedicado a compreender os desafios da Educação Básica pública do País. Batizado de Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Desafios Aparentes, Desafios Reais, sua proposta é fornecer subsídios para o enfrentamento dos principais entraves presentes no cotidiano escolar das redes de ensino.

Leia + Sucesso da BNCC depende da formação dos professores, defendem especialistas

A fim de inaugurá-lo, nesta segunda-feira (21), foi realizado o seminário “Magistério na Educação Básica Pública: Qual o Perfil? Quais as Condições de Trabalho?”, no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. O evento foi o primeiro de uma série de cinco encontros que serão promovidos pelo grupo ao longo do segundo semestre de 2017.

“Falta olhar para a realidade próxima e a partir disso analisar a implementação da teoria, do abstrato”, diz Bernadete Gatti Continue lendo “Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Desafios Aparentes, Desafios Reais”

 

Câmara aprova projeto que reforça proibição de promoção automática em escolas

Entendimentos equivocados: “ciclos conhecidos como progressão continuada” e “ciclo letivo que ultrapasse 200 dias letivos”

 

A emenda estabelece que a proibição não valerá para a educação infantil e ressalva a autonomia dos sistemas de ensino para a organização do ensino em ciclos, conhecidos como progressão continuada. Nesse sistema, há um alargamento do conceito de período escolar, baseando-se em ciclos em vez de anos, sendo possível, por exemplo, um ciclo letivo que ultrapasse os 200 dias letivos previstos na legislação de regência da educação.

Agência Câmara Notícias

Educação e Cultura

24/08/2017 – 11h35

Câmara aprova projeto que reforça proibição de promoção automática em escolas

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 8200/14, do deputado Alexandre Leite (DEM-SP), que reforça a proibição de alunos se classificarem para qualquer série ou módulo da educação básica (ensino médio e fundamental) por meio de promoção automática. A proposta segue para o Senado, caso não haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara. Hoje a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei 9394/96) diz que a classificação em qualquer série, exceto na primeira do ensino fundamental, será feita por promoção (para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série anterior na própria escola); mediante transferência (para candidatos procedentes de outras escolas); ou por meio de avaliação elaborada pela escola. O projeto altera a lei, acrescentado que será proibida, em qualquer hipótese, a promoção automática. O parecer do relator, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), foi pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto e da emenda da Comissão de Educação, com subemenda de técnica legislativa. A emenda estabelece que a proibição não valerá para a educação infantil e ressalva a autonomia dos sistemas de ensino para a organização do ensino em ciclos, conhecidos como progressão continuada. Nesse sistema, há um alargamento do conceito de período escolar, baseando-se em ciclos em vez de anos, sendo possível, por exemplo, um ciclo letivo que ultrapasse os 200 dias letivos previstos na legislação de regência da educação. O deputado Luiz Couto (PT-PB) considera o projeto de lei desnecessário, pois, segundo ele, a chamada promoção automática já contraria diversos dispositivos da LDB.

Íntegra da proposta: