A avaliação formativa e a realidade das salas de aula

 

A avaliação formativa e a realidade das salas de aula

Enílvia Rocha Morato Soares

Não é necessariamente uma novidade afirmar que avaliar formativamente requer o olhar atencioso, a observação sistemática e a análise rigorosa do professor sobre o desempenho de cada estudante, a fim de que seu trabalho seja organizado e desenvolvido em atendimento às demandas evidenciadas. A essa retórica não há grandes contestações. Uma prova disso é a inserção desse discurso em grande quantidade de documentos que orientam o trabalho pedagógico das escolas que compõem diferentes redes de ensino, bem como sua incorporação por parte da maioria dos professores, mesmo quando suas práticas não coadunam com tais entendimentos. Continue lendo “A avaliação formativa e a realidade das salas de aula”

 

É possível praticar a avaliação formativa em turma com muitos estudantes?

É possível praticar a avaliação formativa em turma com muitos estudantes?

Rose Meire da Silva e Oliveira

            No âmbito do trabalho pedagógico em sala de aula, as condições objetivas nem sempre são favoráveis ao ensino de qualidade. É possível ouvir entre os profissionais da educação que o número excessivo de estudantes em sala de aula é um dos fatores que dificultam o sucesso escolar que tanto ansiamos. Não obstante, seria esse um fator impeditivo para a prática formativa da avaliação? Continue lendo “É possível praticar a avaliação formativa em turma com muitos estudantes?”

 

Proposta da Base do Ensino Médio: como está organizada?

JC Notícias – 10/04/2018

Proposta da Base do Ensino Médio: como está organizada?

“Para muitos professores e alunos, conceitos aparentemente novos como competências, habilidades e itinerários formativos, entre outros, não deixam claro como, afinal, será a organização das escolas nesse novo cenário”

Para todos que cresceram indo à escola com cadernos para cada disciplina e agenda com os horários separados por professor, as novidades prometidas para o Ensino Médio têm deixado a cabeça de muita gente confusa. Para muitos professores e alunos, conceitos aparentemente novos como competências, habilidades e itinerários formativos, entre outros, não deixam claro como, afinal, será a organização das escolas nesse novo cenário. Continue lendo “Proposta da Base do Ensino Médio: como está organizada?”

 

A BNCC do Ensino Médio: entre o sonho e a ficção

 

JC Notícias – 10/04/2018

A BNCC do Ensino Médio: entre o sonho e a ficção

“Não podemos simplesmente contribuir para o desmonte da Educação Básica Púbica de Ensino Médio, aprofundando ainda mais o fosso que a separa da Educação do Povo da Educação das Elites”, afirma o Eduardo F. Mortimer, professor da Faculdade de Educação da UFMG e conselheiro da SBPC

O MEC publicou no último dia 03 de abril a BNCC do Ensino Médio. BNCC é a sigla para Base Nacional Comum Curricular, que será um instrumento de orientação dos currículos a serem desenvolvidos pelos diversos sistemas de ensino estaduais e municipais do País. Para entendermos o significado dessa BNCC, há que se analisa-la no contexto da Lei da Reforma do Ensino Médio, de no 13.415, aprovada em 2017. Atualmente, o Ensino Médio é ofertado por meio de 13 disciplinas, todas obrigatórias. Há, sem dúvida, um excesso. Essa situação foi se configurando à medida que essas novas disciplinas eram aprovadas pelo Congresso Nacional e o currículo se diversificava, meio como uma árvore de natal que não cresce no tamanho, mas cresce no número de bolas e outros penduricalhos. Continue lendo “A BNCC do Ensino Médio: entre o sonho e a ficção”

 

Baixa qualidade da educação afeta ambientes de relação humana

JC Notícias – 10/04/2018

Baixa qualidade da educação afeta ambientes de relação humana

Professora Elaine Assolini conta que políticas públicas a longo prazo são medidas necessárias para melhorar o ensino

Cerca de 77% dos brasileiros concordam que a violência está relacionada com a baixa qualidade da educação no País. E seis em cada dez brasileiros acreditam que esse fator também está associado à corrupção. Continue lendo “Baixa qualidade da educação afeta ambientes de relação humana”

 

DISCIPLINA E AVALIAÇÃO FORMATIVA: um diálogo possível

DISCIPLINA E AVALIAÇÃO FORMATIVA: um diálogo possível

Enílvia Rocha Morato Soares

Para além da historicidade que condiciona o comportamento humano, é no meio social onde vive que o homem constrói sua identidade, incorporando conhecimentos e, ao mesmo tempo, criando novos modos de agir. A aprendizagem de normas, regras, preceitos e valores, formal ou informalmente instituídos, ocorre por meio da educação que se faz presente nas mais diferentes esferas da vida social, entre elas, na escola. Continue lendo “DISCIPLINA E AVALIAÇÃO FORMATIVA: um diálogo possível”

 

MEC entrega base curricular do ensino médio para análise do CNE

JC Notícias – 04/04/2018

MEC entrega base curricular do ensino médio para análise do CNE

O texto entregue pelo MEC organiza a BNCC do ensino médio por áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas

A Base Nacional Comum Curricular do ensino médio (BNCC) foi entregue ontem (3) pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, ao Conselho Nacional de Educação (CNE). O documento vai orientar os currículos dessa etapa e estabelecer as habilidades e competências que devem ser desenvolvidas pelos alunos ao longo do ensino médio em cada uma das áreas. Continue lendo “MEC entrega base curricular do ensino médio para análise do CNE”

 

PROMOÇÃO AUTOMÁTICA X PROGRESSÃO CONTINUADA: O NÓ DA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLOS

PROMOÇÃO AUTOMÁTICA X PROGRESSÃO CONTINUADA: O NÓ DA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLOS

Erisevelton Silva Lima

Professor da SEEDF, Doutor em Educação pela Universidade de Brasília- UnB)

             A ideia de que todos aprendem ao mesmo tempo e que o ano letivo é o ponto de partida e de chegada para os estudantes, de maneira homogênea, é a tese metodológica secular da seriação (FERNANDES, 2009; JACOMINI, 2009; DEMO, 1998; FREITAS 2003). A expressão “promoção automática” surge na década de 1950 cunhada por Dante Moreira Leite e Almeida Júnior como proposta de reorganização da escola ao democratizar o ensino (JACOMINE, 2009); no início, essa expressão tinha sentido diferente, hoje, representa aprovar sem aprender. Continue lendo “PROMOÇÃO AUTOMÁTICA X PROGRESSÃO CONTINUADA: O NÓ DA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLOS”